- Enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul ficaram entre as mais graves da história, com 185 mortes e mais de dois milhões de afetados em quase 480 cidades.
- As Forças Armadas — Exército, Aeronáutica e Marinha — atuaram no resgate de pessoas ilhadas e no envio de ajuda de outros estados até o estado.
- A Marinha participou da reconstrução de nove escolas públicas atingidas pela lama, além de ter transportado cerca de 390 toneladas de donativos com 6 mil militares, 17 navios de guerra e 50 embarcações.
- A operação foi chamada Taquari II e foi organizada pelo Ministério da Defesa, com uso de helicópteros e viaturas para levar itens aos locais de maior necessidade.
- As ações são apresentadas como essenciais para responder à maior tragédia climática já registrada no Rio Grande do Sul, destacando o papel das Forças Armadas na ajuda à população.
A atuação das Forças Armadas do Brasil foi fundamental no Rio Grande do Sul, há dois anos, durante a maior enchente já registrada no estado. Em 2024, chuvas deixaram 185 mortos e provocaram alagamentos em quase 480 cidades, afetando mais de dois milhões de habitantes.
Exército, Aeronáutica e Marinha realizaram resgates de pessoas ilhadas e levaram ajuda de outros estados ao RS. Militares participaram da recuperação de escolas devastadas pela lama, como parte de um esforço de reconstrução coordenado pelo governo federal.
A Marinha teve papel ativo na logística, transportando cerca de 390 toneladas de donativos para o estado. Ao todo, 6 mil militares, 17 navios de guerra e 50 embarcações auxiliaram no atendimento às famílias mais atingidas.
Helicópteros e viaturas operaram para distribuir mantimentos, roupas e itens básicos nas áreas mais afetadas. A iniciativa ocorreu dentro da Operação Taquari II, montada pelo Ministério da Defesa para ampliar o atendimento emergencial.
Entre os locais de atuação, a Escola Municipal de Guaíba foi um dos equipamentos recuperados. O objetivo foi reabrir as unidades de ensino afetadas pela enchente e permitir o retorno dos estudantes às aulas.
Em Guaíba, o retorno às atividades ocorreu após a reconstrução de nove escolas públicas, com apoio logístico da Marinha. A iniciativa incluiu aquisição de móveis e materiais para o funcionamento adequado das salas.
No relato de integrantes da Marinha, o processo de recuperação levou cerca de duas semanas para que as estruturas prioritárias voltassem a receber alunos, com doações que também ajudaram na continuidade do ensino.
Entre os militares envolvidos, o primeiro sargento Fonseca atuou no transporte de mantimentos a partir do Navio Babitonga, em Porto Alegre. Em Rio Grande, outro navio foi determinante para o abastecimento da região.
A tenente Lorena, que cresceu às margens da Lagoa dos Patos, participou ativamente das operações. Em 2024, a região teve as águas atingindo sua casa, cenário repetido por diversas famílias gaúchas durante a crise.
O esforço conjunto das Forças Armadas ajudou a amenizar os impactos da tragédia, mantendo a comunicação entre autoridades, famílias e estudantes. O episódio é lembrado como marco de cooperação entre diferentes órgãos do governo e as forças de segurança.
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