- O Hospital Colônia, em Barbacena (Minas Gerais), foi criado em 1902, já funcionou como colônia penal e depois como hospital psiquiátrico, e ficou associado à chamada “Chacina de Angueretá.
- A última paciente a deixar o hospital, uma mulher de 55 anos, saiu na manhã desta quarta-feira (22), encerrando a transferência iniciada em 2020.
- A desativação definitiva foi anunciada em 2019; a transferência dos pacientes ocorreu ao longo de anos, com rede de atenção psicossocial e acompanhamento multiprofissional.
- O espaço deve ser demolido e transformado em parque público, com a preservação da memória do local.
- O desfecho é visto como vitória para Barbacena e para o movimento de direitos humanos, que lutou para encerrar o espaço e buscar uma memória responsável da história.
Após décadas de controvérsia e denúncias, o Hospital Colônia, em Barbacena (MG), encerrou oficialmente o ciclo de internações. Na manhã desta quarta-feira (22), a última paciente, uma mulher de 55 anos, deixou o espaço que ocupou por mais de meio século.
A transferência dos pacientes, iniciada em 2020 com a criação de uma rede de atenção psicossocial, ocorreu de forma gradual e supervisionada por equipes multiprofissionais. A saída da última moradora marca o fechamento de um capítulo ligado a abusos históricos no local.
O hospital, que funcionou desde 1902, foi criado como colônia penal antes de virar hospital psiquiátrico. As denúncias de maus-tratos ficaram conhecidas como a Chacina de Angueretá, fortalecendo movimentos por direitos humanos e pela desativação do espaço.
Desmonte e memória
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que a transferência foi humana e respeitosa, com acompanhamento de equipes técnicas. A expectativa é demolir o prédio e transformar o terreno em parque público, preservando a memória do local.
Para Barbacena, a conclusão do processo representa uma mudança importante na cidade. O objetivo é criar um espaço de convivência, cultura e lazer, sem reviver os episódios sombrios associados ao antigo hospital.
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