Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Morre Carlo Petrini, fundador do Slow Food, que revolucionou a gastronomia

Morre Carlo Petrini, criador do Slow Food, cuja visão de comer como ato cultural e ambiental reconfigurou gastronomia, produção local e políticas públicas

Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food
0:00
Carregando...
0:00
  • Carlo Petrini, criador do movimento Slow Food, morreu aos 76 anos em Bra, Piemonte, no norte da Itália, após diagnóstico de câncer de próstata.
  • Fundou o Slow Food em 1986 para resistir à cultura do fast food, promovendo comer com tempo e valorizar ingredientes locais, técnicas tradicionais e produtores artesanais, sob o lema bom, limpo e justo.
  • O movimento se expandiu para mais de 160 países e criou iniciativas como a Arca do Gosto e a rede Terra Madre, além da University of Gastronomic Sciences, em Pollenzo, fundada em 2004.
  • Petrini aproximou o movimento de figuras como o Papa Francisco e o Rei Charles III, ambos engajados em pautas de agricultura sustentável e meio ambiente.
  • No Brasil, o Slow Food também atuou com redes locais, incluindo a Arca do Gosto Brasil; Petrini participou do lançamento da edição brasileira em 2017, no Rio de Janeiro.

O mundo da gastronomia perdeu nesta sexta-feira 22 a voz de uma revolução silenciosa. Carlo Petrini, criador do movimento Slow Food, faleceu aos 76 anos em Bra, cidade do Piemonte, no norte da Itália. Ele lutava contra o avanço da industrialização da alimentação e enfrentava um câncer de próstata.

Fundador oficial do Slow Food em 1986, o movimento nasceu como resposta à abertura de uma unidade de fast food em Roma. O caracol, símbolo da desaceleração, representa comer com tempo e valorizar ingredientes locais e produtores artesanais.

Sob o lema bom, limpo e justo, o Slow Food ganhou alcance global, hoje presente em mais de 160 países. Petrini ajudou a moldar debates sobre rastreabilidade, biodiversidade e sustentabilidade na gastronomia.

Além da organização, Petrini criou a Arca do Gosto, para mapear ingredientes em risco, e a rede Terra Madre, que conecta agricultores, pescadores e cozinheiros. Em 2004, fundou a University of Gastronomic Sciences, em Pollenzo.

A universidade foi apresentada como a primeira dedicada às ciências gastrônomicas e aos sistemas alimentares sustentáveis, recebendo estudantes de mais de 100 países. O objetivo: formar profissionais com visão ampla da alimentação.

Petrini manteve relações com líderes globais ligados ao tema ambiental, como o Papa Francisco e o Rei Charles III, reforçando a atuação do Slow Food em pautas de sustentabilidade.

No Brasil, o movimento desenvolveu redes locais, incluindo a Arca do Gosto Brasil, dedicada a mapear produtos nativos e produtores ameaçados. Em 2017, Petrini esteve no Rio para lançar a edição brasileira.

Sua obra envolve ainda a defesa de que comida não é apenas mercadoria, mas um ato cultural e político. A morte de Petrini deixa um legado vivo na forma de encarar o prato e a cadeia alimentar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais