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Saúde Social: empresas que entenderam o futuro do trabalho se destacam

Empresas que constroem saúde social vão além da narrativa: incluem cultura, governança e oportunidades reais, fortalecendo vínculos e reduzindo rotatividade

A diretora de Pessoas do BNDES, Helena Tenório; a CEO da Gestão Kairós, Liliane Rocha; a CEO da Todas Group, Simone Murata; e a jornalista Maria Cândida — Foto: Divulgação
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  • Saúde social nas empresas não é apenas discurso de inclusão, mas arquitetura organizacional que admite mudanças reais na cultura, governança e estratégia.
  • A ideia foi debatida no Lounge Coeficiente Feminino during o São Paulo Innovation Week, um dos maiores eventos de tecnologia da América Latina.
  • Participaram da conversa a jornalista Maria Cândida, a diretora de Pessoas do BNDES, Helena Tenório, e a CEO da Todas Group, Simone Murata.
  • Saúde social envolve qualidade das relações, segurança psicológica, confiança institucional, coerência ética e distribuição real de oportunidades; o pertencimento precisa ser experienciado, não apenas declarado.
  • A discussão cita que cerca de 20% da população mundial se sente sozinha, com impacto maior para grupos sub-representados no ambiente corporativo, reforçando a necessidade de vínculos humanos mais saudáveis na era da quarta revolução industrial.

O público ficou atento a um debate sobre saúde social no Lounge Coeficiente Feminino, durante o São Paulo Innovation Week, um dos maiores eventos de tecnologia da América Latina. A discussão contou com a jornalista Maria Cândida, a diretora de Pessoas do BNDES, Helena Tenório, e a CEO da Todas Group, Simone Murata. O tema foi a diferença entre marketing de pertencimento e construção real de cultura organizacional.

Segundo os participantes, organizações que apenas comunicam inclusão tratam o tema como narrativa de marca, sem traduzir em governança, cultura ou estratégia. Já as empresas que constroem saúde social encaram a inclusão como arquitetura organizacional, que impacta decisões e políticas internas.

A conversa destacou que, para avançar, é preciso questionar como as pessoas adoecem na cultura corporativa, quem progride e quem fica para trás, e quais grupos apresentam maior rotatividade ou exaustão. Questões duras ajudam a mapear falhas e caminhos de melhoria.

Os intervenientes ressaltaram ainda que a saúde social envolve qualidade das relações, segurança psicológica, confiança institucional, coerência ética e distribuição real de oportunidades. Em tempos de quarta revolução industrial, a ideia é reconstruir vínculos humanos dentro das organizações.

Concluiu-se que pertencimento não se declara, mas se vive. A saúde social depende da experiência cotidiana no ambiente de trabalho, incluindo impactos sobre mulheres, negras, pessoas com deficiência e grupos LGBTQPIAN+. O debate reforçou a necessidade de equilibrar avanços tecnológicos com cuidado das relações humanas.

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