- Deolane Bezerra está em uma cela especial na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após entrada no complexo nesta sexta-feira (22).
- A transferência ocorreu em cumprimento à decisão judicial que autorizou sua prisão preventiva e determinou o recolhimento em sala de Estado Maior, prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia.
- A Secretaria da Administração Penitenciária informou que ela foi alocada no Pavilhão Especial da unidade, conforme a determinação judicial.
- O Estatuto da Advocacia garante esse regime diferenciado aos advogados presos preventivamente, limitado ao período anterior ao trânsito em julgado da condenação.
- Deolane é alvo de investigação por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital; a Polícia Civil e o Gaeco investigam ligações com gestores fantasmas e a abertura de empresas para ocultar recursos ilícitos.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, foi transferida na sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A prisão preventiva foi decretada no âmbito de investigação sobre suposto envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A transferência ocorreu conforme decisão judicial e estável em sala de Estado Maior.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a custodiada chegou ao presídio por volta do meio-dia e foi alocada no Pavilhão Especial, em atendimento à prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia. A medida busca diferenciar a condição de advogada presa cautelarmente das celas comuns.
A defesa de Deolane nega irregularidades e sustenta ter inocência. A prisão decorre da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Gaeco de Presidente Prudente, que apura atividades financeiras associadas à alta cúpula do PCC.
A investigação aponta vínculos da influenciadora com um gestor fantasma de uma complexa estrutura de lavagem de dinheiro, que teria usado empresas abertas em endereços comuns para disfarçar recursos ilícitos. Ao todo, fontes oficiais mencionam a existência de dezenas de empresas envolvidas no esquema.
O Estatuto da Advocacia garante que advogados presos cautelarmente tenham direito à Sala de Estado Maior, desde que não haja trânsito em julgado da condenação. O benefício não é permanente e permanece apenas até o resultado definitivo da ação penal.
Caso haja condenação definitiva, as regras de execução penal comuns passam a valer, sem a proteção especial. A prerrogativa, portanto, está vinculada ao período pré-julgamento e não impede a continuidade das investigações.
A SAP confirmou que Deolane entrou no presídio nesta sexta; a estadia no Pavilhão Especial ocorre em cumprimento à determinação judicial, reconhecendo o registro ativo da profissional como advogada. A nova etapa não altera o andamento do processo investigativo.
Entre na conversa da comunidade