- A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre o roubo de 13 obras na Biblioteca Mario de Andrade, em dezembro de 2025, com três prisões e onze mandados de busca e apreensão na Operação Marchand.
- O mandante seria Laéssio Rodrigues, apontado como o “maior ladrão de obras do Brasil”; ele já está detido após prisão preventiva em abril, por tentativa de suborno de 500 mil reais a um segurança de instituto federal do Rio de Janeiro.
- Além dele, há Carlos Leandro Ferreira, companheiro do leader, e Regiane Rodrigues da Silva, estudante de Direito que atuou como intermediária; Regiane foi presa nesta sexta-feira em São Paulo, enquanto Carlos já está detido.
- A investigação aponta que o plano era vender as obras a Laéssio por 110 mil reais; Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, executor, está foragido, e já houve mandado de prisão contra ele.
- As obras roubadas incluem cinco itens de Candido Portinari e oito de Henri Matisse, com prejuízo estimado entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de reais; há indícios de que as peças possam ter ido a leilões no Rio de Janeiro.
O roubo na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, ocorreu em 7 de dezembro do ano passado. Dois homens armados renderam vigilante e visitantes, levando 13 obras de arte, cinco assinadas por Candido Portinari e oito de Henri Matisse, além de documentos históricos. O objetivo era vendê-las ao mentor do grupo.
Laéssio Rodrigues é apontado como mandante e mentor do crime. Ele já está detido desde abril deste ano, após tentativa de suborno a um agente de segurança de um instituto federal do Rio de Janeiro, no valor de 500 mil reais. A polícia o identifica como o maior ladrão de obras do Brasil, com histórico de ocorrências em vários estados.
Outros suspeitos previstos em mandados foram: Carlos Leandro Ferreira, companheiro de Laéssio, e Regiane Rodrigues da Silva, estudante de Direito que seria intermediária. Carlos já estava detido pelo mesmo caso; Regiane foi presa nesta sexta-feira em Vila Maria, SP. A operação ocorreu em SP, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro.
Avanços da investigação
A operação Marchand cumpriu 3 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. A 1ª Cerco coordena as ações, que envolvem imóveis ligados a leilões e comércio de obras de arte. O valor estimado do prejuízo ficou entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de reais.
As obras roubadas ainda não foram localizadas. A polícia apura se chegaram a leilões no Rio de Janeiro. Um dos executores, Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, está foragido; Felipe dos Santos Fernandes Quadra foi preso logo após o crime. Outros suspeitos, Magrão e Cicera de Oliveira Santos, foram detidos e liberados, ainda respondem ao processo.
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