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Polícia encontra máquina de contar dinheiro e R$ 50 mil ligado a operador do PCC

Polícia encontra máquina de contar dinheiro e caixa com R$ 50 mil gravado com o nome 'Dra Deolane' em imóvel de operador do PCC, indicando ligação com lavagem de capitais

Defesa de Deolane alega inocência da influenciadora
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  • A Polícia Civil encontrou uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie com o nome “Dra Deolane” na casa de Everton de Souza, o “Player”, alvo de buscas na Operação Vérnix.
  • Deolane Bezerra dos Santos foi presa sob suspeita de integrar esquema de lavagem de capitais do PCC e já foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista.
  • Segundo a investigação, o “Player” atuava como intermediário financeiro entre líderes do PCC, incluindo Marcola, e o gestor operacional da transportadora de fachada ligada ao grupo.
  • A transportadora de fachada, próxima a Presidente Venceslau, funcionava como base para ocultação de recursos do crime; há quarenta e cinco empresas vinculadas ao mesmo endereço em Martinópolis.
  • Dados de sigilo bancário indicam volume expressivo de depósitos em espécie, com repasses a Deolane e aos líderes, conforme apuração.

A Polícia Civil de São Paulo encontrou uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie com o nome Dra Deolane na tampa. Os itens estavam na residência de Everton de Sousa, conhecido como Player, alvo de buscas na Operação Vérnix.

Deolane Bezerra dos Santos, influenciadora e advogada, foi presa sob suspeita de integrar esquema de lavagem de capitais do PCC. Ela já foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 km de São Paulo. O espaço de contato com a defesa permanece aberto.

O inquérito aponta que Player atuava como intermediário e operador financeiro entre a cúpula do PCC e o grupo Lopes Lemos Transportes. Ele mantinha ligações com os irmãos Marcola e com o gestor do esquema, Ciro Lemos, segundo os investigadores.

O que foi apreendido e onde

Na casa de Player, a caixa com o dinheiro foi localizada na cozinha, ao lado do fogão, sob um armário de parede. A máquina de contar também estava no local. As notas estavam presas com elásticos.

A investigação aponta que a caixa trazia o nome Dra Deolane, com símbolos de justiça na tampa. A Polícia descreve que a cena indica uso de identidades para operacionalizar a lavagem de capitais.

Envolvidos e funcionamento do esquema

Conforme o inquérito, as frases e mensagens em celulares indicam que Player recebia direções para destinar valores a cada líder da facção. A Lopes Lemos Transportes era usada como base de ocultação dos recursos.

As investigações revelam que a rede envolvia 35 pessoas jurídicas, com endereços residenciais e atividades operacionais pouco claras. O endereço comum fica em Martinópolis, a 440 km da capital paulista.

Dados da apuração e próximos passos

Sigilos bancários e fiscais de Player mostraram volume de depósitos em espécie fracionados, típico de ocultação de origem. A Polícia afirma ter constatado a circulação de números significativos de créditos.

O inquérito é conduzido pelos delegados Edmar Caparroz e Ramon Pedrão, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau. Eles basearam-se em manuscritos descartados na Penitenciária 2, recuperados no esgoto, para traçar o mapa da rede.

Contexto e desdobramentos

Relatórios indicam que Deolane pode figurar entre os beneficiários diretos de repasses da transportadora gerida por Ciro Lemos. Contas vinculadas a Deolane teriam sido usadas no fechamento de meses.

A investigação destaca que a rede combinava núcleo decisório, operacional e financeiro, com Deolane atuando como recebedora de parte dos valores. A apuração aponta para a integração da advogada no sistema financeiro do PCC.

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