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Vídeos de tortura gravados por criminosos motivam prisões no RS

Vídeos de tortura gravados por criminosos motivam prisões no Rio Grande do Sul; operação prende líderes da organização e recolhe provas de agressões a usuários inadimplentes

imagem meramente ilustrativa / Rafa Marin/ Ascom Polícia Penal / Porto Alegre 24 horas
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  • Vídeos de tortura com duração de mais de quatro minutos eram gravados pelos executores e encaminhados aos líderes da organização criminosa como prestações de contas do serviço prestado na rua.
  • As agressões eram ordenadas por detentos da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) e ocorriam contra usuários inadimplentes com traficantes nos bairros Tamandaré e Canastreiro, em São José do Norte.
  • A operação Playboy, realizada nesta quinta-feira, 21 de maio, resultou em sete prisões preventivas e dez mandados de busca.
  • Os alvos eram principalmente pessoas que deviam dinheiro a traficantes; as ações violentas haviam sido coordenadas a partir do interior da penitenciária, com ordens de busca cumpridas em celas da PERG.
  • Durante as diligências, a polícia coletou celulares e papéis com anotações, que devem embasar os autos do caso envolvendo crimes cometidos em 2025.

Na sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Playboy, com prisões preventivas e cumprimentos de mandados de busca na região de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A ação visa desarticular uma organização criminosa que usava violência para cobrar dívidas, inclusive contra usuários de drogas. Os ataques tinham como destino bairros de Tamandaré e Canastreiro.

Segundo a PC, as agressões eram ordenadas por detentos da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) e executadas em frente aos presos na rua. Vídeos com duração superior a quatro minutos registravam as torturas, que funcionavam como uma prestação de contas aos líderes do esquema.

De acordo com o Delegado Rafael Patella, as ordens partiam do interior da PERG. As equipes de busca foram realizadas em uma das celas, com foco nos alvos que operavam nos bairros mencionados, territórios disputados pela organização.

Operação e desdobramentos

Sete prisões preventivas foram executadas, incluindo o homem apontado como fornecedor das substâncias ilícitas. Também foram cumpridos dez mandados de busca, nas últimas horas. Os investigadores coletaram celulares e papéis com anotações para fortalecer os autos de 2025.

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