- Sandra Miessa, viúva de João Carlos Di Genio, comanda o conglomerado que reúne a Unip, o Colégio Objetivo, fazendas, imóveis, rádio e TV, após a morte do marido em 2022.
- O corpo de Di Genio foi exumado no âmbito de uma ação de reconhecimento de paternidade movida por Bruno Augusto de Mello Pará; o exame de DNA foi negativo.
- Bruno alega ser filho socioafetivo de Di Genio e ter tido apoio financeiro do empresário; o caso ainda tramita após a exumação.
- Uma família de Di Genio acionou o Ministério Público afirmando maus-tratos; a Justiça declarou a prescrição do caso, segundo a reportagem.
- Sandra afirma que as acusações vêm de relação a dinheiro e explica disputas com o sobrinho Fernando Di Genio Barbosa, que tentou assumir parte da administração após a morte do tio.
Sandra Miessa, viúva desde 2022 do empresário João Carlos Di Genio, rebate acusações de maus-tratos movidas pela família dele e por um sobrinho. Ela administra o conglomerado que reúne Unip, Objetivo, fazendas, imóveis, rádio e TV, e afirma ter sido alvo de ações para desestabilizar a gestão após a morte do marido.
O corpo de Di Genio foi exumado durante ação de paternidade movida por Bruno Augusto de Mello Pará, que alega ser filho socioafetivo do empresário. O exame de DNA foi realizado e o resultado foi negativo, segundo a viúva. O processo, porém, não encerrou a investigação.
Sandra diz ter ficado chocada com a exumação, que envolveu a remoção de restos mortais para laboratórios. Ela afirma que o marido não deixou testamento e que a fortuna seria avaliada em valores elevados, variando conforme a atualização de patrimônios.
Ela relata disputas com Fernando Di Genio Barbosa, sobrinho que administrava TVs e rádios do grupo e tentou entrar no inventário após a morte. A viúva afirma que o sobrinho foi afastado e derrotado na Justiça, e que houve denúncias de maus-tratos apresentadas ao Ministério Público, posteriormente consideradas prescritas.
Segundo Sandra, o período de pandemia de Covid-19 influenciou a rotina de cuidado com Di Genio, com medidas de proteção e isolamento. Ela enfatiza que os filhos do casal estavam atentos à alimentação e à higiene do marido, negando qualquer negligência.
A empresária afirma que disputas internas ocorreram após a morte. Bruno teria tentado se estabelecer como herdeiro, e a família do empresário, segundo ela, buscava descredibilizá-la. Ela diz ter defendido a continuidade dos negócios e a autonomia da gestão que herdou.
Sobre o patrimônio, Sandra comenta que a herança foi dividida entre ela e os três filhos, com a inclusão de Bruno na sequência, após contestação. Ela relata ter ajudado alunos com bolsas e manter operações do grupo, como forma de preservar o legado do marido.
A entrevista, concedida à imprensa, revela a visão de Sandra sobre as acusações e os desdobramentos de uma crise familiar envolvendo a gestão de um império educacional. A exumação, o DNA negativo e as disputas judiciais permanecem como pontos centrais do caso.
Entre na conversa da comunidade