- A influenciadora Deolane Bezerra foi presa preventivamente em 21 de maio de 2026, em operação que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- O Sinppenal-SP afirma que ela recebeu regalias na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, incluindo refeições preparadas para carcereiros, banho quente privativo e cama diferente das demais detentas.
- Na sexta-feira, 22 de maio, Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
- O sindicato protocolou denúncia à Direção-Geral da Polícia Penal pedindo processo administrativo para apurar as irregularidades, que teriam incluído recebimento de diretoria ao chegar e restrição de acesso de agentes.
- A Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que a transferência ocorreu conforme determinação judicial e que as unidades enfrentam superlotação, com defasagem de policiais penais.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, teve medida cautelar decretada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Ela ficou presa na Penitenciária Feminina de Santana, zona norte de São Paulo, e foi transferida na sexta-feira seguinte para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
Segundo o Sinppenal-SP, a dirigente da unidade recebeu a advogada ao chegar, o que contraria o protocolo. A denúncia descreve que houve esvaziamento de sala de espera para acomodar Deolane, incidente que gerou preocupação com a fiscalização. A instituição afirma que houve tratamento diferenciado frente às demais detentas.
A entidade aponta que Deolane consumiu refeições destinadas aos carcereiros, tomou banho em chuveiro privativo quente e dormiu em cama diferente das camas de concreto das celas, com acesso restrito de agentes à sala onde foi acomodada. Tais condutas teriam violado princípios da Lei de Execução Penal e a impessoalidade prevista na Lei Orgânica da Polícia Penal.
A SAP informa que a transferência ocorreu conforme determinação judicial, reconhecendo registro ativo da ré como advogada. A secretaria ressalta que a atuação se limitou ao cumprimento das ordens judiciais. A penitenciária de Santana opera com 2.822 presos, superando a capacidade de 2.686, e a de Tupi Paulista tem 872 presas, acima da capacidade de 714.
O sindicato critica a defasagem de agentes e o impacto da superlotação na segurança e no atendimento. Diz ainda que pela configuração atual, há dificuldade de acesso a medicamentos e atendimentos de maior complexidade, em razão da espera pela escolta. A denúncia sustenta que tais irregularidades comprometem a ordem institucional.
Este texto foi adaptado a partir de reportagem da Agência Brasil, publicada em 23 de maio de 2026. O conteúdo mantém o foco em dados factuais e foi reorganizado para o padrão do Portal.
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