- Boreout é a síndrome associada ao tédio extremo no trabalho, falta de propósito e ausência de desafios profissionais.
- Diferente do burnout, surge da sensação de inutilidade, desinteresse e desmotivação na rotina laboral, podendo afetar a saúde mental.
- Principais impactos incluem ansiedade, baixa autoestima, depressão e, em alguns casos, fuga ou demissão por baixa produtividade.
- O fenômeno tem ganhado força entre jovens profissionais e trabalhadores em home office, com relatos de desconexão e repetição de tarefas.
- Para mitigar, as empresas podem mapear necessidades dos funcionários e oferecer reposicionamento ou reaproveitamento; a iniciativa também deve partir do funcionário, que precisa conhecer opções de crescimento.
O boreout, síndrome associada ao tédio extremo no ambiente de trabalho, ganha atenção junto ao tema do burnout. A condição envolve falta de propósito e ausência de desafios.
Diferente do esgotamento por excesso de tarefas, o boreout surge da sensação de inutilidade, desinteresse e estagnação na rotina profissional. Pode impactar a saúde mental.
O tema tem ganhado força entre jovens profissionais e quem trabalha em home office, com relatos de desconexão e dificuldade de encontrar sentido na função.
Definição
O psicólogo Vladimir Melo explica que o boreout descreve o sentimento profundo de tédio e subutilização no trabalho. A pessoa fica desmotivada, estagnada e sem desafios.
Ele aponta que a procrastinação e a fuga são sinais da dificuldade de encarar a rotina. Há fadiga e desânimo, mas as causas são distintas do burnout.
A sensação de não ser valorizado ou de não ter crescimento na carreira costuma marcar o quadro, que pode acompanhar a pessoa por longo período. Isso eleva o risco de piora emocional.
Impactos e desdobramentos
Segundo Melo, o boreout pode levar à demissão por baixa produtividade e ao desenvolvimento de quadros depressivos, além de potenciais abusos de substâncias.
A autoestima tende a sofrer sob o estigma de preguiça e inutilidade, o que agrava o desgaste emocional e a confiança profissional.
Casos não tratados podem afetar relações de trabalho e a participação em projetos, piorando o alinhamento entre funcionário e empresa.
Caminhos e soluções
Para enfrentar o boreout, especialistas sugerem mapear as necessidades dos colaboradores e buscar recolocação ou reaproveitamento dentro da organização.
A intervenção depende de liderança interessada e flexível, que demonstre confiança no potencial do profissional, aliado à abertura para possibilidades reais de crescimento.
O funcionário também precisa conhecer as opções de evolução na empresa e entender como pode se desenvolver no curto e no longo prazo.
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