- Uma garota de quinze anos foi estuprada em um viaduto perto do Rio Testo (River Avon) em Fordingbridge, Hampshire, e outra vítima foi atacada em janeiro de 2025; os dois menores gravaram os estupros e compartilharam as imagens online.
- O juiz Nicholas Rowland decidiu não prender os dois meninos, dizendo que buscava evitar criminalizar os jovens, o que causou críticas das vítimas e de familiares.
- Um dos menores recebeu três anos de medida de reabilitação juvenil (YRO) com 180 dias de supervisão intensiva por cada estupro e por imagens indecentes; o outro recebeu o mesmo regime por três estupros e quatro crimes envolvendo imagens.
- Um terceiro garoto, com 14 anos, recebeu 18 meses de YRO por incentivar um dos defendentes no ataque de janeiro de 2025.
- A procuradoria-geral informou que revisará o caso em até 28 dias para decidir se os vereditos devem ser encaminhados ao Tribunal de Apelação; familiares apontaram que as sentenças são inadequadas.
A jovem de 16 anos denunciou à BBC que a decisão de um juiz britânico de não mandar os autores a prisão é injusta. Ela relatou que a sentença parece diminuir o crime e que a lei trata os agressores como crianças.
Ela afirmou, de forma anônima, que a decisão reforça a ideia de que o crime não seria grave, apenas por causa da idade dos autores. A família segue mobilizada para buscar uma revisão judicial.
Os autores são dois adolescentes, hoje com 15 anos, acusados de estupro contra a vítima em novembro de 2024. Eles também foram condenados por ataques a outra menina, em janeiro de 2025. Um terceiro jovem, com 14, participou.
Segundo a corte de Southampton, o ataque de 2024 envolveu filmagem das agressões, que foram compartilhadas online. A gravidade dos crimes aumentou com a gravação, afirmou o juiz durante a sessão.
As sentenças atribuídas aos dois rapazes de 15 anos incluíram medidas de reabilitação juvenil de três anos, com supervisão intensa por 180 dias, para cada caso de estupro e para as imagens, somando-se aos crimes cometidos.
O jovem de 14 anos recebeu uma medida de 18 meses de reabilitação, ligada à participação no segundo ataque, com pena associada a indução de um dos demais réus. A gravidade dos atos é destacada pela procuradoria.
O Procurador-Geral informou que irá revisar o veredito, com prazo de 28 dias para encaminhar o caso ao Tribunal de Apelação, caso necessário. A revisão segue com cuidado e atenção aos fatos.
A família da vítima pediu que a decisão seja reformulada e que os agressores recebam pena de prisão. Eles também cobraram do governo respostas e apoio às vítimas. Fontes oficiais ressaltam a urgência da avaliação.
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