- Um homem argentino, de 63 anos, foi detido em Tiradentes (MG) após fazer fotos e vídeos de um menino de 7 anos e enviar mensagens racistas pelo WhatsApp.
- O caso ocorreu dentro do trem Maria Fumaça, durante viagem do Rio de Janeiro para Minas Gerais, com embarque em São João del-Rei.
- A mãe da criança percebeu o que acontecia após uma passageira alertá-la; ela pegou o celular dele e encontrou as imagens e as mensagens.
- Entre os textos, havia frases em espanhol com a cor da pele da criança e menção de levar a criança como escrava.
- Eduardo Ignacio, 63 anos, e a mãe foram conduzidos para a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil em São João del-Rei; o caso está sendo apurado pela polícia.
Um argentino de 63 anos foi preso neste domingo, 24 de maio de 2026, em Tiradentes, Minas Gerais. O homem, identificado como Eduardo Ignacio, foi detido após imagens e mensagens racistas envolvendo um menino negro de 7 anos terem sido enviadas pelo seu celular via WhatsApp. O crime supostamente ocorreu a bordo do trem Maria Fumaça, durante o passeio.
A ocorrência teve início quando a mãe da criança, que viajava com o filho, recebeu uma indicação de uma passageira de que o homem fotografava a criança. Ao questionar Eduardo, a mãe não teve a senha do telefone liberada pelo suspeito, que permaneceu na posse do aparelho até que a mãe o pegasse para verificar o conteúdo.
Ao acessar o dispositivo, a mãe encontrou fotos e vídeos do filho do casal. Em mensagens enviadas ao lado, Eduardo faz comentários sobre a cor de pele da criança e sugere a possibilidade de levá-la como escrava, em espanhol. As mensagens trazem expressões que indicam racismo institucionalizado no diálogo do suspeito.
A mãe levou o celular e acionou a Polícia Militar, que conduziu o suspeito para um compartimento do trem até a chegada da equipe policial. Tanto Eduardo quanto a mãe foram encaminhados para a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil de São João del-Rei para apuração do caso.
O caso está sendo acompanhado pela Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais e pela Polícia Civil, que ainda não se manifestaram publicamente até o fechamento desta reportagem. As informações foram apuradas pelo portal local e pela imprensa regional.
Entre na conversa da comunidade