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Caso Henry Borel: Jairinho destitui defesa no início do júri popular

Jairinho dispensa defesa no início do júri, em sessão que julga o homicídio de Henry Borel, com novos adiamentos após infarto do advogado

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  • O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, dispensou sua defesa no início do julgamento no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.
  • O processo apura o homicídio triplamente qualificado do menino Henry Borel, ocorrido em março de 2021.
  • Jairinho afirmou que não teve tempo para alinhar a estratégia com os demais defensores após o infarto do advogado Fabiano Lopes.
  • A sessão solicitou adiamento; não é a primeira interrupção, pois, em março, o julgamento já havia sido postergado após a defesa abandonar o plenário.
  • Monique Medeiros, ex-mulher de Jairinho, também é acusada; as investigações apontam que a morte ocorreu por agressões no apartamento na Barra da Tijuca.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, dispensou nesta segunda-feira a sua defesa técnica no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. O movimento ocorreu na abertura dos trabalhos, no início do julgamento que analisa o homicídio triplamente qualificado do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrido em 2021. A sessão começou sem a defesa presente, segundo a cobertura da imprensa.

A decisão acontece após o pedido de adiamento ter sido apresentado pela defesa, alegando falta de tempo para alinhar estratégias após o infarto do advogado Fabiano Lopes, principal responsável pela defesa. Jairinho afirmou que não havia tempo hábil para reorganizar a atuação dos demais juristas.

Acusações e histórico de adiamentos

Este não é o primeiro adiamento do caso. Em março, o júri foi postergado após a defesa abandonar o plenário. A juíza responsável, Elizabeth Machado Louro, reagendou para 25 de maio a sessão, após negar pedidos de novas perícias e de acesso ampliado a provas digitais.

Jairinho e Monique Medeiros, ex-mulher do réu, respondem pela morte de Henry Borel. Ambos são acusados de homicídio triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Segundo as investigações, a criança morreu em decorrência de agressões ocorridas no apartamento ocupado pelo casal, na Barra da Tijuca.

Desdobramentos e próximos passos

Ainda não há definição sobre a continuação do júri neste momento. A defesa e a acusação devem reapresentar seus argumentos na próxima sessão, quando for retomado o andamento dos trabalhos no tribunal. A conclusão do julgamento depende da formação do conselho de jurados e da apreciação das provas reunidas ao longo do processo.

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