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Caso Henry Borel: Jairinho e Monique voltam ao júri pela morte do menino

Jairinho e Monique Medeiros voltam ao júri pela morte de Henry Borel; acusação aponta homicídio qualificado, tortura e fraude processual, sessão às 9h no Tribunal do Júri

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  • A sessão do julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros está marcada para as 9h, no II Tribunal do Júri, em Salvador? No Rio de Janeiro, com retomada nesta segunda-feira (25).
  • Eles respondem por homicídio qualificado triplo, tortura, coação no curso do processo e fraude processual na morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.
  • A necropsia revelou 23 lesões no corpo da criança; a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática decorrentes de violência, enquanto os réus haviam alegado acidente doméstico.
  • Segundo o inquérito, Henry era submetido a agressões e torturas; Monique Medeiros tinha conhecimento das violências, segundo investigações, com alerta da babá pelo menos um mês antes do óbito.
  • O julgamento será pelo Tribunal do Júri, com sete jurados, e a decisão é tomada pela maioria dos votos; Jairinho permanece preso, e Monique Medeiros continua presa após nova determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Lei Henry Borel, sancionada em 2022, endurece penas para crimes contra crianças.

O julgamento do Dr. Jairinho e de Monique Medeiros recomeça nesta segunda-feira, às 9h, no II Tribunal do Júri da cidade do Rio de Janeiro. Eles são acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca. A sessão ocorre após quase cinco anos do episódio, que ganhou grande repercussão nacional.

A defesa e a acusação devem apresentar suas teses, com oitivas de testemunhas e debates sobre provas. O caso envolve homicídio qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual, segundo a acusação. A família do menino acompanha o desfecho com expectativa.

Detalhes do caso e etapas do júri

Henry chegou sem vida ao hospital na madrugada de 8 de março de 2021, segundo as investigações. A versão inicial de acidente doméstico foi descartada pelo laudo do IML, que apontou 23 lesões no corpo da criança. A causa da morte foi hemorragia interna e lesões no fígado.

De acordo com o inquérito, Henry era submetido a agressões e torturas praticadas por Jairinho. Monique Medeiros teria conhecimento das violências, conforme apuração, e foi alertada pela babá sobre a situação antes do óbito.

Persistência das prisões e contexto legal

Jairinho permanece preso preventivamente desde abril de 2021, com sucessivos recursos negados. Monique teve habeas corpus negado e permanece presa desde março de 2025, após decisão do tribunal competente.

O caso resultou na Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que tornou crimes contra menores de 14 anos mais severos, incluindo medidas protetivas para vítimas de violência doméstica. O júri popular envolve sete jurados, que proferem a decisão com base nas provas apresentadas.

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