- O julgamento de Henry Borel iniciou nesta segunda-feira, com oitivas em plenário voltadas a testemunhas de acusação e peritos, sob presidência da juíza Elizabeth Machado Louro.
- Estão previstas 27 testemunhas, com foco em agentes públicos que atuaram diretamente na investigação.
- Na primeira leva, devem depor o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), a delegada Ana Carolina Medeiros e um médico legista do Instituto Médico-Legal que identificou 23 lesões no corpo da criança.
- Também podem testemunhar a babá que trabalhava no apartamento do casal e avisou Monique Medeiros sobre agressões, além de ex-companheiras de Jairinho que relataram episódios de violência em relacionamentos anteriores.
- Funcionários do hospital Barra D’Or, que atenderam a criança na madrugada de 8 de março de 2021, deverão depor; os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual, e o julgamento deve durar vários dias.
O caso Henry Borel avança para a fase de instrução no II Tribunal do Júri, nesta segunda-feira. O julgamento tem início com o depoimento de testemunhas de acusação e de peritos técnicos, sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro. A sessão ocorrerá em plenário, com o objetivo de esclarecer fatos e comprovar as acusações.
Ao todo, 27 testemunhas foram arroladas para o primeiro dia. A agenda prioriza agentes públicos que atuaram diretamente na investigação, conforme o cronograma do II Tribunal do Júri. As declarações devem permitir aprofundar as provas reunidas durante o inquérito.
Testemunhas confirmadas no primeiro dia
Entre os convocados para depor nesta segunda estão Henrique Damasceno, delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) na época do crime, responsável pelo inquérito; Ana Carolina Medeiros, delegada assistente que participou das investigações e da coleta de provas; e a médica legista do Instituto Médico-Legal, que identificou 23 lesões no corpo da criança, refutando a hipótese de acidente doméstico.
Ainda no cronograma, devem prestar depoimento a babá que trabalhava no apartamento do casal, segundo as investigações, e enviou mensagens à mãe Monique Medeiros sobre agressões praticadas por Jairinho cerca de um mês antes da morte; além de ex-companheiras de Dr. Jairinho, que relataram episódios de violência em relações anteriores; e profissionais do hospital Barra D’Or que atenderam Henry na madrugada de 8 de março de 2021 e observaram indícios de agressão.
Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. A complexidade do caso e o número de testemunhas indicam que o julgamento se prolongará por vários dias, com novas oitivas a serem realizadas conforme o andamento.
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