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Caso Henry: julgamento é suspenso e retoma nesta terça-feira

Julgamento do caso Henry é suspenso e será retomado nesta terça, com depoimentos de três testemunhas de acusação; expectativa é durar de cinco a sete dias

Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – O ex-vereador Dr. Jairinho e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Julgamento do caso Henry foi suspenso após cerca de seis horas e será retomado nesta terça-feira (26) pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.
  • O réu, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, chegou a pedir a destituição dos advogados, mas desistiu da estratégia que poderia adiar o julgamento.
  • Jairinho e Monique Medeiros são acusados pela morte da criança de 4 anos, ocorrida em 2021, após série de agressões; Jairinho já foi vereador na época.
  • O réu temeu ser transferido para a unidade prisional Bangu 1, mais rígida, mas permanece na Bangu 8, com regime menos severo.
  • Para terça-feira, estão previstas três testemunhas de acusação (dois delegados e um médico legista); julgamento pode durar entre cinco e sete dias.

O julgamento do caso Henry foi suspenso após cerca de seis horas de sessão e deverá ser retomado nesta terça-feira 26, pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O processo envolve o assassinato do menino Henry Borel Medeiros, ocorrido em 2021.

O réu, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, é padrasto da criança. Monique Medeiros, mãe do garoto, também responde pelos mesmos fatos. Jairinho chegou a sinalizar destituição dos advogados, mas recuou para evitar novo adiamento.

A sessão de hoje ocorreu no Rio de Janeiro. Jairinho permanece custodiado na penitenciária de Bangu 8, menos rígida do que a unidade Bangu 1, onde costumam ficar líderes de quadrilhas. A defesa e a acusação discutiram pedidos técnicos ao longo do dia.

Denúncia

Segundo a acusação, na madrugada de 8 de março de 2021 Jairinho agrediu o menino de forma grave, resultando na morte. Monique Medeiros é apontada como responsável por omissão qualificada que contribuiu para o desfecho.

A Procuradoria aponta que, em fevereiro de 2021, o garoto sofreu outras três situações de violência física e mental nas mãos de Jairinho. A denúncia descreve homicídio qualificado por meio cruel e torturas contra a criança.

Monique enfrenta acusação de homicídio por omissão qualificada, com motivação torpe e uso de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. Depoimentos de testemunhas estão previstos para esta terça-feira.

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