- Conpresp destituiu o tombamento de duas vilas operárias no Belém e de um conjunto de casas antigas no Tatuapé, todos na zona leste de São Paulo, conforme anunciado nesta segunda-feira, vinte e cinco.
- Os imóveis pertencem à família Migliari, representada hoje pela empresa Voga Empreendimentos, que solicitou a reavaliação do tombamento.
- A decisão permite que os conjuntos sejam alterados ou demolidos; um dos conjuntos é a Vila Raphael Parente, na rua Marcos Arruda, Belém, que já havia sido tombada em dois mil e vinte e três.
- Também foram destombadas a Vila Maria Parente Migliari, com vinte e oito casas geminadas de 1939, e a Vila João Migliari, que ganhou atenção em dois mil e dezenove após grande parte do complexo ser demolida.
- O pedido de destombamento foi apresentado pelos herdeiros do primeiro proprietário, Bruno Lembi, e houve contestação anterior da família. A Voga afirma que os conjuntos ficaram descaracterizados pelas demolições e perderam valor cultural significativo.
O Conpresp decidiu destombar três conjuntos de casas operárias na zona leste de São Paulo, ampliando o conjunto de imóveis já avaliados. A decisão, anunciada nesta segunda-feira, encerra o tombamento de vilas no Belém e no Tatuapé, sob justificativa de descaracterização e falta de valor histórico significativo.
A família Migliari, hoje representada pela Voga Empreendimentos, pediu a reavaliação do tombamento. A empresa argumenta que os imóveis passaram por demolições e alterações relevantes, o que comprometeria o valor cultural original.
Os registros indicam que os conjuntos residenciais incluem a Vila Raphael Parente, no Belém, tombada em 2023, com três casas voltadas à rua e outras oito no interior do terreno; a Vila Maria Parente Migliari, com 28 casas de 1939; e a Vila João Migliari, que ganhou atenção após grande parte da demolição em 2019.
O processo de destombamento foi impulsionado pela defesa da Voga Empreendimentos, que sustenta que as vilas perderam traços originais após intervenções e demolições. O relatório técnico do Conpresp aponta que, apesar das demolições, parte das características históricas permaneceu em outros imóveis do conjunto.
Historicamente, a Vila João Migliari foi construída na década de 1950 pelo empresário Bruno Lembi, apresentando sobrados geminados de cor salmão e quintais nos fundos. O tombamento definitivo já havia sido aprovado em 2023, antes de novas avaliações neste ano.
O arquiteto Lucas Chiconi, que liderou o pedido de tombamento, criticou a decisão e afirmou que o movimento atual representa uma mudança de curso no campo do patrimônio. Ele aponta uso de instrumentos urbanísticos para contestar o Patrimônio Municipal.
A decisão do Conpresp permite alterações ou demolições, alterando o cenário de proteção que existia. Os herdeiros da família Lembi defendem que os imóveis perderam valor cultural relevante, o que embasaria o destombamento.
Caso haja desfecho definitivo, os imóveis poderão sofrer modificações, inclusive demolições adicionais, conforme a avaliação da prefeitura e de órgãos de patrimônio. O tema segue sob atenção de moradores e especialistas em preservação histórica.
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