- O homem Douglas Alves da Silva, 26 anos, será levado a júri popular por feminicídio e tentativa de homicídio, após ser denunciado pelo Ministério Público.
- Tainara Souza Santos, de 31 anos, morreu em 24 de dezembro, depois de ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro pela Marginal Tietê; teve as pernas amputadas e não resistiu.
- O crime ocorreu após briga em bar na Vila Maria, na zona norte; imagens de câmeras mostram a discussão, o atropelamento e o arraste.
- A defesa afirma que Douglas confessou o atropelamento, mas nega envolvimento com a vítima e disse não haver comprovação de relacionamento; recorreu da decisão.
- Douglas foi preso no dia seguinte ao crime, reagiu à abordagem e levou tiro no braço; investigações apontam planos de fugir para o Ceará. A vítima foi velada e houve protestos por justiça.
O homem Douglas Alves da Silva, 26 anos, será levado a júri popular após a Justiça anunciar a pronúncia neste segunda-feira, 25. Ele é réu por feminicídio e tentativa de homicídio contra Tainara Souza Santos, 31, atropelada e arrastada por cerca de 1 km na Marginal Tietê, zona norte de São Paulo, no fim do ano passado.
A defesa afirma ter recorrido da decisão e sustenta que Douglas admite o atropelamento, mas nega envolvimento com a vítima. O Ministério Público aponta ciúmes como motivação, citando um relacionamento anterior entre as partes.
Contexto do caso
O crime ocorreu após desentendimento em um bar na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, na Vila Maria. Imagens de câmeras de segurança registraram a discussão, seguida pelo ato de atropelar e arrastar Tainara pela via.
Douglas fugiu em um carro preto, passando pela Marginal Tietê com a vítima presa sob o veículo. Testemunhas socorreram Tainara, que foi levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli em estado grave.
Desdobramentos jurídicos
Após o crime, Douglas foi detido no dia seguinte, em um hotel na zona leste. A polícia informou que ele reagiu à abordagem, sofreu um tiro no braço e foi preso. As investigações indicam que ele pretendia fugir para o Ceará, onde moram os pais.
Tainara não resistiu aos ferimentos e morreu em 24 de dezembro, no Hospital das Clínicas. O sepultamento ocorreu no Cemitério da Vila Alpina, em 26 de dezembro, com protestos e cobranças por justiça.
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