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Jairinho recua e mantém defesa após ameaça no caso Henry Borel

Jairinho recua de destituição de defesa após ameaça de transferência para Bangu 1; filho assume defesa principal e júri segue

Fotografia colorida de Dr. Jairinho
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  • Jairinho recuou da destituição parcial de sua defesa durante o julgamento de Henry Borel, ocorrido nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
  • A defesa chegou a pedir adiamento após o advogado sofrer infarto, mas a sessão seguiu e houve movimentação sobre a composição do time de defesa.
  • O Ministério Público criticou a manobra como tentativa de postergar o processo e pediu a transferência de Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, presídio de segurança máxima.
  • A juíza Elizabeth Machado Louro criticou novas interrupções e o Conselho de Sentença foi instalado para julgar Jairinho e Monique Medeiros.
  • Entre os advogados mantidos está o filho de Jairinho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, que passou a atuar como defesa principal do pai; Henry Borel morreu aos quatro anos em março de dois mil e vinte e um.

O ex-vereador Jairinho recuou de destituir parte de sua defesa durante o julgamento da morte de Henry Borel, de 4 anos, iniciado nesta segunda-feira no TJRJ. Monique Medeiros, mãe da criança, também é ré. O tema ganhou novo impulso após a ameaça de transferência de Jairinho para um presídio de segurança máxima.

Logo no começo da sessão, que ocorreu às 9h no 2º Tribunal do Júri da Capital, Jairinho pediu o adiamento após informar que o advogado Fabiano Tadeu Lopes sofreu um infarto dias antes e não pôde comparecer. A defesa alegou falta de tempo para alinhar estratégias com os demais advogados.

O Ministério Público classificou a possibilidade de prorrogação como manobra para atrasar o júri. A promotoria pediu a transferência de Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, ambos no complexo de segurança máxima. A juíza Elizabeth Machado Louro criticou as manobras e ressaltou que o Judiciário não pode ficar refém de atrasos.

Após a pausa para reunião com advogados, Jairinho decidiu manter parte da banca, reconstruindo a equipe de defesa com cerca de 4 integrantes. Entre eles está Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, de 28 anos, filho do réu, que assumiu a defesa principal. Recém-formado, ele passou a atuar oficialmente durante o julgamento.

O Conselho de Sentença — formado por cinco homens e duas mulheres — foi instalado para analisar as acusações contra Jairinho e Monique Medeiros. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Henry Borel morreu em março de 2021, no apartamento em que vivia com a mãe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

À época, o casal alegou que a criança chegou sem vida ao hospital após acidente doméstico, versão contestada pelo IML, que identificou 23 lesões no corpo de Henry. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e as responsabilidades dos envolvidos.

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