- Jairinho pediu novo adiamento do júri da morte de Henry Borel após um advogado sofrer infarto, deixando a defesa desfalcada.
- O julgamento foi retomado às 9h no 2º Tribunal do Júri da Capital, com Monique Medeiros também acusada.
- Jairinho destituiu o advogado Fabiano Tadeu Lopes, que não compareceu ao julgamento por conta do infarto.
- O promotor afirmou que o Ministério Público quer seguir com o júri mesmo com a ausência de um defensor, defendendo que os dois réus sejam julgados juntos.
- Henry Borel, de 4 anos, morreu em março de 2021; laudo do Instituto Médico-Legal mostrou 23 lesões, contrariando a versão de acidente doméstico.
O tribunal retomou nesta segunda-feira o julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros, suspeitos da morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. A sessão começou às 9h no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.
Durante a sessão, Jairinho pediu novo adiamento após a defesa informar que um dos advogados sofreu um infarto dias antes do júri. O réu anunciou a destituição do advogado Fabiano Tadeu Lopes, que estaria indisponível para atuar no processo.
Jairinho afirmou que só tomaria conhecimento do estado de saúde do colega após confirmar a data do julgamento, o que comprometeria a defesa. O depoimento de Lopes é visto como relevante para três processos sigilosos que envolvem depoimentos a serem ouvidos.
Promotor quer seguir júri com ausência de advogado
O promotor Fábio Vieira dos Santos disse que o Ministério Público quer manter o júri em andamento, mesmo diante do novo problema. Caso tenha necessidade, ele afirmou que a acusação poderia prosseguir apenas contra Monique Medeiros, mas defendeu que os dois fossem julgados juntos por lógica processual.
Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, na madrugada de 8 de março de 2021, em imóvel onde morava com Monique Medeiros e Jairinho. A família afirmou que a criança teria sido encontrada desacordada; o IML apontou lacerações variadas pelo corpo, contestando a versão de acidente doméstico apresentada pelos réus.
A defesa argumenta que o laudo médico não sustenta a narrativa de acidente, enquanto o Ministério Público mantém as acusações contra ambos. O desfecho do júri permanece dependente de novas decisões sobre o andamento do processo.
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