- O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pelo caso Henry Borel foi adiado pela segunda vez pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
- O adiamento ocorreu após o infarto do advogado de Jairinho, Fabiano Lopes, no sábado, e Jairinho ter pedido a saída da defesa.
- A defesa de Monique afirmou que a saída da defesa poderia levar à liberdade imediata, mas ela prefere permanecer presa.
- O Ministério Público concordou com a transferência de Jairinho para cela isolada em outra unidade, caso haja mudança de regime, enquanto a sessão foi suspensa.
- Henry Borel, de quatro anos, morreu em março de 2021; a acusação aponta episódios de agressões anteriores e aponta Jairinho e Monique como responsáveis por homicídio qualificado, tortura e coação.
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel foi adiado pela segunda vez. A nova paralisação ocorreu no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, após o infarto de um dos advogados de defesa, ocorrido no sábado (23). A sessão estava marcada para esta segunda-feira (25).
Jairinho solicitou a saída da defesa após o episódio de saúde do advogado mais antigo da equipe. A defesa de Monique argumentou que a continuidade do julgamento, sem o suporte completo, poderia levar à sua liberdade imediata, o que foi contestado pela acusação. A juíza suspendeu a sessão para reavaliação.
O Ministério Público concordou com a mudança, desde que Jairinho fosse transferido de Bangu 8 para Bangu 1, em cela isolada. Enquanto a decisão era anunciada, Jairinho pediu para conversar com os advogados, e a sessão ficou interrompida. O caso envolve homicídio qualificado e tortura, entre outros motivos.
Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021. A acusação sustenta que ele foi espancado por Jairinho. A investigação aponta, ainda, para ao menos três episódios de agressões anteriores, com base em mensagens trocadas entre a babá da criança e o então noivo.
Segundo depoimentos, Henry demonstrava medo ao ficar aos cuidados do padrasto. A babá relatou episódios de agressões, recorrentes até o momento da morte, incluindo situações em que o menino buscava apoio da mãe, Monique. A defesa nega as acusações, alegando falta de provas conclusivas.
A polícia descreve que, em fevereiro de 2021, Henry teria ficado em silêncio durante uma situação em que Jairinho estaria no quarto com a criança. Em outra revelação, a babá afirmou que o menino repetiu a promessa de não revelar tudo ao padrasto, reforçando o tom de coerção relatado pela investigação.
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