- A NR-1 entra em vigor em 26 de maio e passa a considerar riscos psicossociais, como estresse, burnout, assédio e violência no trabalho.
- Empresas devem identificar fatores de adoecimento e criar planos de ação por fator de risco para reduzir afastamentos por ansiedade, depressão e esgotamento profissional.
- A avaliação pode ser conduzida por profissionais de saúde e segurança do trabalho, psicólogos ou gestores capacitados no tema.
- Não é obrigatória a presença permanente de psicólogos; o foco é o ambiente organizacional e as práticas que podem adoecer o trabalhador.
- A norma vale para empresas de todos os portes, que precisam documentar diagnóstico, planos de ação e medidas preventivas para o Ministério do Trabalho.
A partir desta terça-feira, 26, entra em vigor a chamada NR-1 atualizada. A norma passa a incluir riscos psicossociais, como estresse, burnout, assédio e violência no trabalho, na fiscalização do Ministério do Trabalho. Empresas precisarão mapear fatores que adoecem funcionários e criar planos de prevenção.
A mudança surge em meio ao aumento de afastamentos por ansiedade, depressão e esgotamento profissional. Profissionais de saúde mental que atuam em ambientes corporativos destacam que a atualização força a atuação preventiva, e não apenas a punição após o adoecimento.
Foco em prevenção e diagnóstico
Segundo a psicóloga Erica Rodrigues, o objetivo é reduzir prejuízos por meio de diagnóstico e organização do ambiente de trabalho. A responsabilidade envolve mapear áreas com pressão excessiva, falha de comunicação, metas abusivas ou processos mal definidos. Planos de ação devem acompanhar cada fator de risco.
A NR-1 não exige presença contínua de psicólogos nem transforma o empregador na vida pessoal do trabalhador. O foco é o ambiente organizacional e as práticas que podem levar ao adoecimento, como comunicação violenta ou excesso de cobrança.
Documentação e fiscalização
As empresas devem comprovar ao Ministério do Trabalho as avaliações realizadas, os planos de ação e as medidas preventivas implementadas. O laudo técnico precisa documentar o diagnóstico, a intervenção e o plano de ação.
A norma vale para empresas de todos os portes, desde microempresas até grandes corporações. A atualização reforça a responsabilidade compartilhada entre indivíduo e organização na gestão da saúde mental.
O que muda na prática
- Saúde mental integrada às regras de SST
- Riscos psicossociais passam a compor o mapeamento
- Identificação, avaliação e controle de fatores de adoecimento
- Mudanças na cultura corporativa, liderança e metas
- Exigência de documentação e planos de ação
A atualização busca reduzir estigmas e acelerar conversas sobre saúde mental no trabalho, promovendo ambientes mais seguros e saudáveis.
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