- O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) vai recorrer da pena de 17 anos de prisão aplicada ao policial Jandavi Campos da Silva pelo homicídio da esposa em Sapucaia do Sul.
- O crime ocorreu em maio de 2024, no bairro Ipiranga, quando Jaqueline de Araújo dos Santos, de 46 anos, foi morta com um tiro no rosto dentro da residência do casal.
- O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado e deverá pagar indenização de R$ 160 mil; o MPRS entende que a pena é desproporcional à gravidade do fato.
- Durante o júri, o Ministério Público contestou a versão de disparo acidental apresentada pelo policial, que afirmou ter pegado a arma durante uma discussão com a intenção de cometer suicídio.
- A investigação apontou que o policial mantinha outra família em Canoas, circunstância que, segundo o MPRS, contribuiu para a motivação do crime; o suspeito permanece preso preventivamente.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunciará recurso contra a pena fixada ao policial militar condenado pelo homicídio da esposa em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana. O réu recebeu 17 anos de prisão pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (22).
A vítima, Jaqueline de Araújo dos Santos, 46 anos, foi morta com um tiro no rosto dentro da residência do casal, no bairro Ipiranga, em maio de 2024. O casal, que estava junto há mais de 20 anos, tinha dois filhos.
O réu, Jandavi Campos da Silva, 51 anos, foi condenado por homicídio triplamente qualificado e condenado a indenizar as famílias em R$ 160 mil. O MPRS qualifica a pena como desproporcional à gravidade do fato.
Motivações e versão apresentada
Durante o júri, o Ministério Público contestou a versão de disparo acidental apresentada pelo policial. Segundo depoimento, ele teria pego a arma durante uma discussão, com a intenção de suicídio, quando a esposa teria avançado e provocado o disparo.
Após o crime, o policial ligou para uma vizinha pedindo socorro e se apresentou à polícia. Ele permanece preso preventivamente. A investigação também indicou que o policial mantinha outra família em Canoas, circunstância que, segundo o MPRS, contribuiu para a motivação do crime.
Entre na conversa da comunidade