- Oskar Metsavaht criou a marca Osklen em 1989, de Búzios, unindo estilo de vida, esportes e produção sustentável, começando com casacos de alta montanha desenvolvidos durante uma expedição ao Aconcágua.
- Defende que o novo luxo é o que gera maior impacto social; criou o Instituto E (Earth, Energy, Education, Environmental, Empowerment and Economics) e iniciou em 1998 um projeto de algodão orgânico na Amazônia.
- tornou-se Embaixador da Boa Vontade da UNESCO em 2011, fortalecendo o protagonismo da moda sustentável; a Osklen expandiu para mercados internacionais a partir dos anos duzentos, com a ideia de “Brazilian Soul”.
- A expansão internacional incluiu lojas próprias e pontos de venda em Portugal, Japão, Grécia, Milão, Paris, Nova York, Miami, Genebra e Punta del Este, buscando posicionar o design brasileiro no luxo global.
- Ouso de couro de pirarucu tornou-se símbolo do new luxury; a marca recebeu prêmios de sustentabilidade, teve peças no Museu V&A e já foi destaque em eventos internacionais com participação de figuras públicas.
Oskar Metsavaht, criador da Osklen, traçou um percurso que uniu medicina, design e ativismo ambiental. Este perfil descreve como sua visão de sustentabilidade ganhou força no Brasil e no exterior, moldando o conceito de new luxury.
A trajetória começou no sul do Brasil, onde nasceu em Caxias do Sul nos anos 60. Filho de médico e professora, seguiu medicina e artes, depois migrando para a moda com foco em sustentabilidade e estética brasileira. Hoje dirige uma rede dedicada a práticas responsáveis.
A marca surgiu no fim de 1989, após uma expedição de alta montanha e pesquisa em biomecânica. Em 1999 abriu a primeira loja em São Paulo e, nos anos 2000, ampliou presença internacional, levando o estilo brasileiro para mercados como Japão, Europa e América do Sul.
Sustentabilidade e impacto estratégico
No começo dos anos 1990, o conceito de sustentabilidade entrou na vida de Metsavaht, influenciado por Maurice Strong e pela Rio 92. Em 1998 iniciou o primeiro projeto ambiental no Nordeste, com algodão orgânico, e criou o Instituto E para ampliar impactos sociais e ambientais.
A partir de 2004, a expansão internacional ganhou impulso com lojas próprias na Europa, América do Norte e Atlântico Sul. O objetivo era apresentar um luxo que combinasse qualidade brasileira, design global e responsabilidade socioambiental.
O novo luxo e o reconhecimento global
Oskar defende que o novo luxo é aquele que gera maior impacto social, não apenas brilho. Em 2011 foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da Unesco para Sustentabilidade, amplificando a atuação da marca no cenário internacional.
A rede Osklen chegou a abrir lojas em cidades como Milão, Paris, Nova York e Miami, além de presenças em Mykonos, Genebra e outras praças estratégicas. A proposta era traduzir o Brasil em linguagem estética universal.
Atuação prática e projetos sociais
Além da moda, Metsavaht criou o Instituto E, que mapeia materiais, comunidades e fornecedores, além de projetos de bioeconomia e educação ambiental. Em 2004 participou de eventos internacionais, ampliando o diálogo sobre moda sustentável.
A atuação também se estendeu a artes visuais. Metsavaht mantém um espaço de produção artística próprio, com participação em exposições e residências, fortalecendo a relação entre ciência, arte e design.
Legado e futuros passos
A família participa ativamente dos negócios, com as gerações seguintes envolvidas em design e gestão. Em 2012 a Alpargatas passou a deter participação na Osklen, e posterior reconfiguração manteve o controle estratégico na família.
Entre as iniciativas de destaque, o couro de pirarucu, desenvolvido na Amazônia como símbolo de luxo sustentável, ganhou reconhecimento internacional, incluindo participação em premiações e coleções museológicas.
Conclusão operacional
A trajetória de Metsavaht ilustra a consolidação do que ele chama de new luxury: qualidade, inovação e responsabilidade socioambiental integradas à identidade brasileira. A marca continua influenciando práticas de sustentabilidade na moda global.
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