- As novas regras da NR-1 entram em vigor a partir desta terça-feira, 26, tornando obrigatório que as empresas adotem programas internos para proteger a saúde mental dos colaboradores.
- Empresas devem identificar e gerenciar riscos psicossociais como estresse, sobrecarga, assédio e jornadas exaustivas, considerando clima organizacional, liderança e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
- Segundo estudo Panorama de Sentimento das Lideranças 2026, 41% dos gestores apontam a saúde mental dos funcionários como principal pressão; outros fatores são produtividade abaixo do esperado (31%) e volatilidade macroeconômica (24%).
- Dados da Previdência Social mostram recorde de mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais em 2025, com alta de 15% frente a 2024.
- Mariana Achutti, CEO da Newnew, afirma que a saúde mental passa a ser parte da gestão de risco, elevando o tema da conversa de cuidado para governança.
Em meio a dados que ressaltam a importância da saúde mental no ambiente de trabalho, entra em vigor uma atualização da NR-1 que estabelece novas obrigações para as empresas. O estudo Panorama de Sentimento das Lideranças 2026 aponta que a saúde mental é o principal fator de pressão para 41% dos líderes.
Segundo a pesquisa, realizada pela Newnew, as preocupações com a saúde mental superam a produtividade abaixo do esperado, a volatilidade macroeconômica e a dificuldade em implantar novas tecnologias. O levantamento traz ainda números da Previdência Social, com mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, recorde histórico.
A NR-1 atualizada torna obrigatória a implementação de programas internos de proteção à saúde mental, com foco na gestão de riscos psicossociais como estresse, sobrecarga e assédio. As regras entram em vigor nesta terça-feira, 26, impondo atuação preventiva por parte das empresas.
NR-1: mudanças e impactos
Mariana Achutti, CEO da Newnew e responsável pela pesquisa, explica que as companhias precisarão incluir no Programa de Gerenciamento de Riscos fatores de estresse, sobrecarga emocional, assédio moral e sexual, jornadas exaustivas e outros elementos que afetam o bem-estar psíquico dos trabalhadores. A avaliação deve considerar clima organizacional, liderança, condições de trabalho e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A saúde mental passa a figurar formalmente no campo de gestão de risco, ao lado de riscos físico, químico e biológico. Com isso, observa-se mudança na natureza da conversa interna: a discussão migra do campo apenas de cuidado para um eixo de governança. Empresas que não gerenciarem riscos psicossociais passam a operar em desconformidade com a norma.
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