- Entre janeiro e abril de 2026, o estupro de vulnerável atingiu 18.892 vítimas no Brasil.
- A média diária é de 157 casos, ou seis agressões por hora.
- Março registrou o maior volume, com 5.737 notificações, 37% acima de fevereiro e 21% acima de abril.
- Em relação ao mesmo período de cinco anos atrás, o número é 28% maior; comparado a uma década, o aumento chega a 165%.
- Os cinco estados com mais ocorrências no primeiro quadrimestre foram: São Paulo (4.307), Paraná (1.571), Minas Gerais (1.309), Pará (1.168) e Bahia (1.117).
Entre janeiro e abril de 2026, o estupro de vulnerável resultou em 18.892 vítimas no Brasil, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A média diária soma 157 casos, equivalentes a seis ocorrências por hora. Março registrou o maior volume, com 5.737 notificações, 37% acima de fevereiro e 21% acima de abril.
Comparado ao mesmo período de cinco anos atrás, o total atual é 28% maior. Em uma visão de longo prazo, houve crescimento de 165% na comparação com uma década antes. Os números refletem registros e, também, maior visibilidade e denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes.
Estados com maior número de ocorrências nos primeiros quatro meses de 2026
1. São Paulo – 4.307
2. Paraná – 1.571
3. Minas Gerais – 1.309
4. Pará – 1.168
5. Bahia – 1.117
6. Santa Catarina – 839
7. Rio de Janeiro – 833
8. Goiás – 871
9. Pernambuco – 542
10. Maranhão – 540
Além dos inquéritos formais, plataformas de denúncia mostram vulnerabilidade expressiva. O Disque 100 registrou 32,7 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026, alta de 49,48% frente ao mesmo período do ano anterior. Mais de 25 mil violações ocorreram na casa da vítima, do suspeito ou de parentes.
Causas e prevenção
Especialista em psicologia social aponta que o crescimento dos registros resulta de fatores combinados, não apenas de aumento da violência, mas também de maior visibilidade, conscientização, denúncia e mecanismos de identificação. O isolamento provocado pela pandemia ampliou convivência em ambientes familiares violentos e afastou crianças das redes de proteção, além de facilitar exploração online e violência virtual.
A especialista ressalta que não há um perfil único de vítima: crianças de todas as idades, gêneros e contextos podem ser atingidas. Como prevenção, destaca a importância de educação emocional, diálogo aberto, limites do corpo e construção de vínculos seguros de confiança. A ferramenta educativa pode contribuir para a identificação precoce de situações inadequadas.
Foi citado ainda o desenvolvimento de materiais preventivos voltados a diálogo sobre limites e proteção, pensando em famílias, profissionais e crianças.
Como buscar ajuda
Canais de Denúncia Nacional
- Disque 100 (Direitos Humanos): atendimento gratuito, 24 horas, anônimo.
- Aplicativo Direitos Humanos Brasil: denúncias com possibilidade de anexos.
- WhatsApp Disque 100: atendimento pelo número (61) 99611-0100.
Órgãos de Proteção Local
- Conselho Tutelar: contato pela prefeitura ou internet.
- Delegacias especializadas ou delegacias comuns para registrar ocorrências.
- Polícia Militar (190): prioridade em emergências ou flagrantes.
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