- Advogado Fabiano Lopes afirmou que deixou o hospital após sofrer um infarto e pretende retornar à defesa de Jairinho no júri da morte da criança, nos próximos dias.
- Lopes disse ter assinado revelia para assumir responsabilidades e que irá ao plenário terminar o que começou, mesmo sob recomendação médica para permanecer internado.
- A juiziane manteve o julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, apesar de pedidos de adiamento, e a defesa de Jairinho pediu várias nulidades que foram rejeitadas.
- No segundo dia, o delegado Henrique Damasceno confirmou que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões e citou uma videochamada em que a criança disse ter sido agredida.
- Damasceno afirmou que os laudos periciais afastaram a hipótese de acidente doméstico e que houve orientação a familiares para depor; as defesas negam as acusações.
Fabiano Lopes, advogado da defesa de Jairinho, afirmou nesta terça-feira (26) que pretende retornar ao plenário do júri que julga a morte de Henry Borel. Ele deixou o hospital após sofrer um infarto e disse à Rádio Itatiaia que assinou uma revelia para assumir responsabilidades. A expectativa é que ele retorne aos trabalhos nos próximos dias.
A declaração ocorreu no momento em que a defesa buscava manter o andamento do julgamento, marcado para a 2ª Vara do Júri da Capital. Lopes informou que não continuará internado e que cumprirá sua missão no processo. Não há confirmação sobre a data exata de seu retorno ao tribunal.
Condição de saúde e desdobramentos
A saúde de Lopes esteve no centro das discussões que abriram o julgamento, com a juíza Elizabeth Louro mantendo a sessão. A defesa de Jairinho havia questionado a ausência do advogado, levando o ex-vereador a destituir temporariamente os oficiais que o acompanhavam no começo do processo.
Na segunda-feira, a juíza rejeitou 22 pedidos de nulidade apresentados pela defesa e deu prosseguimento à formação do conselho de sentença. Mesmo com a pendência, o julgamento seguiu e a fase de instrução entrou nesta terça-feira, com o depoimento de testemunhas de acusação.
Novos relatos da investigação
O delegado Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito, foi o primeiro a depor na manhã desta terça. Ele manteve a conclusão de que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões contra Henry. O inquérito aponta que houve orientação a familiares para alterar depoimentos e que laudos periciais afastaram a hipótese de acidente doméstico.
Damasceno destacou que as lesões no corpo de Henry não seriam compatíveis com uma queda na cama ou outro acidente no apartamento. O depoimento prosseguiu por mais de dez horas, com uma breve interrupção, e segue sob questionamentos da defesa de Monique Medeiros Costa e Silva. Jairinho e Monique respondem pela morte do menino, ocorrida em março de 2021.
Entre na conversa da comunidade