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Caso Henry Borel: júri retoma julgamento com depoimentos de testemunhas

Tribunal do Júri do Rio retoma julgamento de Jairinho e Monique Medeiros com depoimento do delegado Damasceno; 27 testemunhas devem ser ouvidas

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  • O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, de 4 anos, nesta terça-feira.
  • A sessão abriu às 9h45 com o depoimento da primeira testemunha da acusação, o delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação.
  • Devem depor nesta terça três acusados: Damasceno, a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas e o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva; ao todo serão 27 testemunhas.
  • O MP pediu a transferência de Jairinho da Cadeia Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8) para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), em regime de segurança máxima.
  • O ex-vereador destituiu a defesa após o infarto do advogado que o defendia, Fabiano Lopes, e o advogado Luís Fernando Abidul, filho de Jairinho, passou a integrar novamente a banca.

O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou nesta terça-feira, 26, o julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A sessão começou às 9h45 com o depoimento da primeira testemunha da acusação, o delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação.

Damasceno estava à frente da instauração do caso e indiciou Jairinho e Monique. Além dele, estão previstos depoimentos da delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas e do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva, todos ligados à apuração. Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas.

A expectativa é de que o julgamento dure entre cinco e sete dias no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio. A defesa já indicou mudanças no decorer do processo, conforme os desdobramentos ocorridos na abertura da sessão.

Desdobramentos da sessão

O Ministério Público pediu a transferência de Jairinho de uma penitenciária com perfil de colarinho branco para um regime de segurança máxima, onde ficam detentos de maior periculosidade. A defesa de Monique argumentou que o julgamento não poderia ser desmembrado, mantendo-a no mesmo processo.

Durante a sessão, Jairinho destituiu a banca de advogados que o defendiam, o que levou a oposição entre o MP e a defesa sobre a condução do caso. Em resposta, a magistrada Elisabeth Machado Louro sinalizou possíveis adiamentos e considerou atenda aos pedidos de transferência.

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