- O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros foi retomado no II Tribunal do Júri da Capital, com o depoimento do delegado Edson Henrique Damasceno.
- Damasceno, ex-titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), destacou mensagens da babá Thayná de Oliveira Ferreira alertando Monique sobre agressões de Jairinho a Henry Borel.
- O delegado disse que o caso chegou à delegacia como acidente doméstico, versão descartada após reprodução simulada do crime e perícias; houve três episódios de agressão antes da morte.
- A sessão previa ouvir ainda a delegada Ana Carolina Lemos, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito do Ministério Público Luiz Carlos Leal Prestes.
- Na denúncia, Jairinho é acusado de homicídio qualificado e três torturas, além de coação no processo; Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificada, duas torturas e coação, com agravantes por ser vítima menor de 14 anos e por relações domésticas.
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza, o Jairinho, e de Monique Medeiros teve continuidade nesta terça-feira, 26, no II Tribunal do Júri da Capital. O depoimento inicial foi do delegado Edson Henrique Damasceno, que investigou a morte de Henry Borel.
Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), destacou mensagens no celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira. As conversas alertavam Monique Medeiros sobre agressões de Jairinho contra Henry, e a funcionária também trocou mensagens com o namorado e o pai do menino.
O delegado lembrou que, no início, o caso foi registrado como acidente doméstico. Perícias e reprodução simulada descaracterizaram a versão. Houve três episódios de violência relatados antes da morte, segundo a investigação.
Perspectivas da audiência
A sessão previa ouvir mais três testemunhas: a delegada Ana Carolina Lemos, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito do Ministério Público Luiz Carlos Leal Prestes.
A denúncia aponta que Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, após golpes supostamente aplicados por Jairinho. O Ministério Público sustenta que Monique Medeiros se omitiu diante das agressões, contribuindo para o crime.
Jairinho responde por homicídio qualificado, torturas e coação no curso do processo, com agravantes por menor de 14 anos e pela relação doméstica. Monique é acusada de homicídio por omissão qualificada, com agravantes por descendência e relação doméstica, além de torturas e coação.
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