- Deolane Bezerra escreveu uma carta na prisão afirmando que sua detenção é por “pura perseguição” e reiterando a inocência.
- A carta, ditada à irmã Dayanne Bezerra, foi publicada nas redes sociais e alega que o valor recebido foi de R$ 24.500 em dinheiro, e não pela transportadora citada no inquérito.
- A investigação começou com bilhetes manuscritos atribuídos à facção criminosa PCC, apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau (SP).
- A polícia aponta a transportadora Lopes Lemos Transportes Ltda. como base para o suposto branqueamento de recursos ilícitos; Deolane seria beneficiária de valores da empresa.
- Em audiência de custódia, a defesa pediu prisão domiciliar; o ministro Flávio Dino negou o pedido, mantendo a detenção da influenciadora.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, foi presa na semana passada em uma operação que apura ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A detenção ocorreu em meio a investigações de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Uma carta publicada nas redes pela irmã da advogada, Dayanne Bezerra, contesta a versão da polícia e sustenta a inocência da presa.
A mensagem, ditada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, afirma que a detenção ocorreu por perseguição e pela condição de formadora de opinião. A autora da carta aponta que o valor alvo da acusação refere-se a honorários recebidos como advogada, em quantia de 24,5 mil reais, e que esse montante teria sido depositado em dinheiro, não por meio de uma transportadora ligada ao inquérito.
A investigação teve início com bilhetes manuscritos apreendidos em 2019, em um presídio de Presidente Venceslau (SP), que teriam ordens internas do PCC e referências a integrantes da organização. O caso ganhou desdobres após a identificação de uma transportadora associada ao suposto esquema de lavagem de recursos ilícitos.
Segundo a polícia, Deolane seria beneficiária de valores da transportadora Lopes Lemos Transportes Ltda., atuando como uma espécie de caixa do crime. A defesa preliminar sustenta inocência e argumenta que a influenciadora não teve oportunidade de esclarecer os fatos durante o andamento do processo.
Na carta, Deolane também contesta informações sobre o suposto acúmulo de empresas no nome dela, afirmando que nunca atuou em qualquer prática criminosa e que não possui 37 empresas em seu registro. A comunicação reforça que já atuou como advogada em centenas de processos e que não houve oitiva formal até então.
A defesa já havia alegado inocência e apresentou críticas à operação policial. Em audiência de custódia, foi solicitada a liberação da influenciadora, que é mãe de uma filha menor de idade. O pedido de prisão domiciliar chegou a ser apreciado pelo STF, mas foi negado pelo ministro responsável.
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