- Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, está presa em São Paulo sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro, em investigação que apura movimentações associadas ao PCC desde 2019.
- Em carta escrita da penitenciária, ela afirma ser inocente, nega ligações com o PCC e diz que a detenção envolve apenas honorários de R$ 24,5 mil recebidos pela atuação como advogada.
- Segundo o texto, o valor foi depositado em espécie na conta dela e não teria relação com a transportadora mencionada no inquérito.
- A influenciadora afirma jamais ter sido ouvida formalmente ao longo da investigação e critica a condução da operação policial.
- Ela contesta rumores de possuir 37 empresas em seu nome e descreve a prisão como injusta, relatando ter sido acordada com fuzil na casa onde mora; atualmente está na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
Presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da prisão em que afirma não ter relação com o Primeiro Comando da Capital e sustenta estar sendo perseguida. A defesa envolve a investigação realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.
Deolane afirma que a detenção se baseia exclusivamente no recebimento de honorários no valor de 24,5 mil reais, recebidos de forma legal durante o exercício da profissão. Ela sustenta que o montante não tem conexão com a transportadora citada no inquérito. A carta foi divulgada pela irmã Dayanne Bezerra, também advogada.
A influenciadora rejeita qualquer participação em organizações criminosas e critica a condução da operação policial, além de contestar a exposição pública do caso. Ela contesta rumores sobre possuir dezenas de empresas em seu nome e diz que a narrativa da investigação foi distorcida ao longo dos anos.
Contexto da prisão
O texto também descreve o momento da prisão, afirmando ter sido surpreendida em casa por agentes armados e detida sem chance de apresentar sua versão dos fatos. Ela enfatiza sua origem nordestina e sua trajetória como advogada e empresária.
Investigação em curso
As apurações visam movimentações financeiras associadas ao PCC, com o Ministério Público indicando uso de empresas de transporte para ocultar recursos da facção. Contas ligadas à influenciadora aparecem entre os alvos das investigações, que tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Decisões judiciais
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um habeas corpus apresentado pelos advogados de Deolane. Previamente, o ministro Flávio Dino, do STF, também indeferiu pedido de prisão domiciliar. Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
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