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Falso médico é flagrado aplicando injeção em paciente na rua

Operação Hipócrates II prende falso médico que aplicou injeção em paciente na rua; investigação aponta dois mil atendimentos em hospital e nove mortes por falhas

Prisão do homem aconteceu durante a Operação Hipócrates II, na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes
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  • Vídeo da CNN Brasil mostrou um falso médico aplicando uma injeção em uma paciente no meio da rua; homem identificado como Marcos Felipe de Barros foi preso durante a Operação Hipócrates II.
  • Ao longo de dois anos, ele e um segundo suspeito teriam feito cerca de dois mil atendimentos em um hospital particular da zona leste de São Paulo, conforme investigações.
  • Nove pacientes teriam morrido em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados pela dupla.
  • A operação ocorreu na capital, bem como em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes; são sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares.
  • Gestores do hospital — gestora operacional e diretor clínico — foram afastados; há indícios de omissão e negligência na unidade, segundo o delegado responsável.

Um vídeo obtido pela CNN Brasil flagrou o momento em que um falso médico aplica uma injeção em uma paciente no meio da rua. O suspeito foi preso nesta terça-feira (26) durante a Operação Hipócrates II, realizada pela Polícia Civil de São Paulo, na capital e em outros municípios do estado.

Segundo as investigações, ele atuava ao lado de um segundo suspeito e, ao longo de dois anos, teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos em um hospital particular da zona Leste de São Paulo. Nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos.

A prisão ocorreu durante a operação que cumpriu sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras medidas cautelares. O hospital envolvido afastou a gestora operacional e o diretor clínico durante a apuração de indícios de omissão e negligência na unidade.

Prisões, afastamentos e apuração de responsabilidades

A polícia informou que a atuação clandestina foi prolongada e que há indícios de falhas que vão além da atuação do falso médico, atingindo a gestão da unidade de saúde. O delegado responsável destacou que as investigações apontam consequências gravíssimas para pacientes.

A CNN Brasil solicitou posicionamento do hospital envolvido e da defesa dos suspeitos; até o momento, não houve retorno. O inquérito segue em andamento para esclarecer registros de atendimentos e eventos adversos relacionados ao caso.

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