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Homicídios no Brasil caem para menor nível histórico; mortes indeterminadas sobem

Queda de 6,9% nos homicídios em 2024 leva a menor patamar em 11 anos, mas mortes por causa indeterminada batem recorde, gerando homicídios ocultos

País registrou uma taxa de 20,1 assassinatos por 100 mil habitantes em 2024, segundo o Atlas da Violência
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  • Em 2024, o Brasil registrou 42.590 homicídios, equivalente a 4,9 por hora, menor patamar em 11 anos.
  • A taxa foi de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, com queda de 6,9% entre 2023 e 2024 e redução de 33,4% na taxa em 11 anos.
  • Homicídios ocultos aumentaram 88,6% entre 2023 e 2024, passando de 3.755 para 7.083, não sendo possível mensurá-los plenamente na estatística convencional (3,3 por 100 mil).
  • Mortes violentas por causa indeterminada atingiram 17.207 em 2024, recorde desde 2014, alta de 23,8% em relação a 2023.
  • Regiões com maiores reduções da taxa entre 2023 e 2024 foram Amapá, Tocantins, Sergipe, Roraima e Acre; Maranhão e Ceará registraram aumentos, enquanto São Paulo manteve-se estável.

O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, queda de 6,9% frente a 2023, o menor patamar em 11 anos. A taxa foi de 20,1 assassinatos por 100 mil habitantes.

O levantamento Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa dados desde 2014. O número absoluto caiu 29,6% entre 2014 e 2024.

Além da redução, o estudo aponta uma tendência de queda contínua nas últimas três edições, com rápida redução desde 2018 e melhoria em políticas de segurança em algumas unidades da federação.

Em 2024, o país viveu também o recorde de mortes violentas por causa indeterminada, com 17.207 casos, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). A alta é de 23,8% em relação a 2023.

Mortes por causa indeterminada e homicídios ocultos

Entre 2023 e 2024, os casos de mortes por causa indeterminada aumentaram 23,8%, de 13.896 para 17.207. Esse dado dificulta entender a dinâmica criminal e planejar políticas públicas.

A avaliação aponta que parte desse aumento ocorre pela melhoria da metodologia para classificar óbitos, gerando o conceito de homicídios ocultos. Entre 2023 e 2024, esses casos subiram 88,6%.

A taxa de homicídios ocultos passou de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes, representando 14,3% do total estimado de homicídios em 2024, contra 7,6% em 2023. Ao longo de 2014 a 2024, o país acumula cerca de 55.212 homicídios ocultos.

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