- Morreu aos 95 anos o saxofonista Sonny Rollins, em sua residência em Woodstock, estado de Nova York, nesta segunda-feira.
- Rollins era considerado uma referência do jazz e ficou conhecido como o “colosso do saxofone”, contribuindo para definir o hard bop.
- Ao longo da carreira, collaborou com lendas como Charlie Parker, Miles Davis e Thelonious Monk, e lançou obras importantes como Saxophone Colossus (1956) e Freedom Suite (1958).
- A vida de Rollins destacou o papel social da música, com obras que abordaram a luta por direitos civis e temas espirituais, além de manter a atividade artística mesmo após os oitenta anos.
- Em entrevistas, ele mencionou ter aprendido com a prática do ioga para manter o foco e evitar drogas e álcool; problemas respiratórios, porém, limitaram apresentações nos últimos anos.
O saxofonista Sonny Rollins morreu aos 95 anos, nesta segunda-feira, em sua casa em Woodstock, Nova York. A notícia foi divulgada por meio de uma publicação nas redes sociais do próprio artista, sem indicar imediata causa de óbito.
Conhecido como o “colosso do saxofone”, Rollins integrou o seleto grupo que ajudou a moldar o jazz moderno. Sua obra contemplativa tornou-o referência no gênero, especialmente no hard bop, com o álbum Saxophone Colossus de 1956.
A trajetória de Rollins inclui parcerias com figuras lendárias do jazz, como Charlie Parker, Miles Davis e Thelonious Monk. Ele também é lembrado por composições que abordam temas sociais, como Freedom Suite (1958), que trata da luta por igualdade de direitos.
Ao longo de sua carreira, o músico manteve ativo o trabalho mesmo após enfrentar problemas respiratórios. Em entrevista à AFP, há cerca de uma década, ele afirmou manter a vida e a arte pelo aprendizado contínuo e pela prática de ioga.
Rollins consolidou o apogeu de sua expressão musical no fim dos anos 1950 e percorreu quase sete décadas de atuação. Apoiou a ideia de que a música pode refletir questões humanas, espirituais e sociais, sem abrir mão da virtuosidade técnica.
Entre os marcos de sua vida, destacam-se os retiros na Índia e no Japão, que influenciaram sua visão musical e espiritual. O legado dele permanece como referência para gerações de saxofonistas e fãs do jazz.
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