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Polícia investiga se falsos médicos causaram morte de nove pacientes em SP

Polícia investiga dois homens que se passavam por médicos; ao menos nove mortes são apuradas após atendimento de mais de dois mil pacientes em SP

Polícia investiga se falsos médicos são responsáveis pela morte de nove pessoas em hospitais de SP
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  • A Polícia Civil investiga dois homens que se passavam por médicos e teriam causado mortes em hospitais de São Paulo, com ao menos nove óbitos apurados.
  • Segundo as autoridades, mais de dois mil pacientes foram atendidos pelos suspeitos antes de a fraude vir à tona.
  • Investigadores acompanharam Marcos Phelipe de Barros, conhecido como “Doutor Nicolas”, na prática de aplicação de uma substância emagrecedora, e sua casa em Mogi das Cruzes reuniu evidências como uniforme do Samu, seringas, arma falsa e computadores.
  • O segundo suspeito, Mayke Cesar Silva, é procurado e pode estar escondido no Chile; a dupla usava registros profissionais de médicos reais para atuar no hospital da zona leste.
  • Dois gestores da unidade foram afastados por decisão judicial; a defesa afirma que Mayke é biomédico e Marcos, instrumentador cirúrgico, mantendo a versão de inocência até trânsito em julgado.

A Polícia Civil investiga a atuação de dois homens que se passavam por médicos em hospitais da zona leste de São Paulo. Ao menos nove mortes são apuradas e mais de 2 mil pacientes teriam sido atendidos pelos suspeitos em um hospital privado da capital. A investigação aponta uso de registros profissionais verdadeiros para validar a atuação.

Durante apuração, investigadores flagraram Marcos Phelipe de Barros, conhecido como Doutor Nicolas, aplicando uma substância emagrecedora em uma mulher na calçada. Na residência dele, em Mogi das Cruzes, a polícia encontrou uniforme do Samu, seringas, uma arma falsa, caixas da substância e computadores. O delegado responsável afirmou que Marcos Phelipe não possui formação universitária.

Mayke Cesar Silva é considerado foragido e pode estar no Chile. A polícia informou que os dois usavam cadastros médicos reais para atuar em um hospital da região leste de São Paulo. Além de homicídio com dolo eventual, a investigação apura exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica; dois gestores da unidade hospitalar foram afastados por decisão judicial.

Envolvidos e desdobramentos

A defesa informou que Mayke é biomédico e Marcos é instrumentador cirúrgico, acrescentando que todos são inocentes até decisão judicial transitada em julgado. A família da vítima Arlindo Lucena, de 67 anos, cobra respostas depois do atendimento que resultou na morte dele. A irmã da vítima descreveu o ocorrido como cruel, ressaltando a gravidade do caso.

O hospital pode ter contratado os falsos médicos com salário menor, segundo apuração policial, o que também é objeto de investigação. A polícia continua buscando Mayke Cesar Silva e levantando informações sobre o ocorrido para esclarecer as mortes e confirmar envolvimentos adicionais.

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