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Polícia mira falsos médicos em esquema que matou 9 no hospital de SP

Segunda fase da Operação Hipócrates mira falsos médicos em hospital da zona leste; nove mortes e cerca de dois mil atendimentos sob investigação

Disque-Denúncia levou Polícia Civil de SP a investigar atuação de falsos médicos em hospital - (crédito: Reprodução/GovSP)
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  • A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Hipócrates, contra falsos médicos em hospital privado da zona leste de São Paulo.
  • Dois homens teriam realizado cerca de dois mil atendimentos ao longo de dois anos na unidade hospitalar.
  • O inquérito aponta que nove pacientes vieram a falecer em decorrência de supostas falhas nos atendimentos.
  • Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares; diligências ocorreram na capital e em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
  • A gestora operacional e o diretor clínico do hospital foram afastados; a operação mobilizou treze viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães.

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26/5) a segunda fase da Operação Hipócrates, para desarticular um esquema de falsos médicos em um hospital privado da zona leste de SP. Dois homens teriam se passado por médicos e realizado cerca de 2 mil atendimentos em dois anos na mesma unidade.

O inquérito aponta que nove pacientes morreram em decorrência de supostas falhas e erros nos atendimentos. A investigação envolve crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. A apuração começou com denúncias e diligências iniciais.

A ação, conduzida pelo 22º Distrito Policial (São Miguel Paulista), cumpre sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares. As diligências ocorreram na capital e em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

Durante a operação, foram identificidos indícios de omissão e negligência por parte da gestão da unidade hospitalar. Por decisão judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital foram afastados de suas funções.

A operação mobilizou 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães, segundo a Secretaria de Segurança Pública. A primeira fase, em 16 de dezembro, já havia cumprido cinco mandados em um hospital da zona leste.

Desdobramentos da operação

A investigação está sob sigilo parcial e deve prosseguir para responsabilizar todos os envolvidos. O objetivo é esclarecer a atuação clandestina prolongada e as consequências para os pacientes atendidos.

A origem do caso envolveu um inquérito sobre as atividades praticadas no hospital, com foco na legalidade dos profissionais que atuavam ali. As autoridades não divulgaram relatos de vítimas nem de testemunhas neste momento.

A favor da apuração, o delegado Mariano de Araújo, titular do 22º DP, reforçou a necessidade de aprofundar as investigações para apontar responsabilidades civis e penais. A Polícia Civil não detalhou as medidas cabíveis para os próximos passos.

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