- Pragmata, novo título da Capcom, se passa em um cenário lunar com foco em tecnologia avançada e lançamento multiplataforma (PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2), com suporte a múltiplos idiomas, incluindo português brasileiro.
- Acessibilidade aparece de forma inicial, com menus e predefinições, legendas ajustáveis e retículo de mira com cor, mas o conjunto é predominantemente básico e não tão profundo quanto poderia.
- Legendas são relativamente consistentes, permitindo tamanho, cor, contraste e nomes de personagens; legendas ocultas existem, porém parecem menos robustas que em jogos anteriores da Capcom.
- O áudio oferece ajustes básicos de volume e modelos de mixagem para diferentes dispositivos, mas há pouca atenção a recursos específicos para acessibilidade auditiva ou navegação para quem tem deficiência visual.
- O sistema de hackeamento e combate exige leitura visual em tempo real; não há automatizações ou recursos sonoros para facilitar, o que pode criar barreiras para jogadores com baixa visão, mesmo com diversão e criatividade presentes.
Pragmata, nova aposta da Capcom, chega em multiplataforma com PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. O jogo mistura ficção científica, tecnologia avançada e sobrevivência lunar, apresentando um cenário de colapso numa estação de pesquisa.
A história acompanha Hugh Williams e Diana, uma androide criada a partir de um material capaz de replicar objetos via dados. A proposta é combinar ação, hackeamento e exploração em uma ambientação futurista.
A Capcom também busca abrir o jogo para um público global, com suporte a vários idiomas, incluindo português brasileiro. A localização não determina, porém, a inclusão de recursos de acessibilidade.
Interface e legibilidade
Pragmata utiliza menus com predefinições de acessibilidade, mas a personalização é restrita. Ajustes específicos exigem navegação entre categorias, o que pode dificultar quem depende de configurações rápidas.
O marcador de objetivo funciona bem visualmente, mas opções de tamanho, cor ou formato são limitadas. O retículo de mira admite cores para maior contraste, beneficiando quem tem baixa visão.
A estrutura de menus favorece o acesso aos recursos básicos, porém não oferece profundidade adicional de personalização visual para todos os casos de deficiência.
Legendas
As legendas contam com ajustes de tamanho, cor e fundo para contraste, além de nomes de personagens e legendas ocultas. Ainda assim, o conjunto é considerado menos robusto que em títulos anteriores da Capcom.
A oferta de legendas é suficiente para leitura, sem comprometer a experiência, mas não atinge o mesmo patamar de clareza de outras linhas de jogo da empresa.
A impressão geral é de ferramentas úteis, sem a profundidade desejada para ampla inclusão de diferentes perfis de jogadores.
Áudio
Os recursos sonoros cobrem o básico: ajustes de volume e modelos de mixagem para dispositivos, como TV ou fones. Falta atenção a recursos específicos para jogadores com deficiência auditiva ou visual.
Indicadores sonoros mais sofisticados, que poderiam ampliar a interpretação espacial, não aparecem de forma consistente. A ausência reduz a navegabilidade em cenários complexos.
Essa área poderia explorar melhor o potencial inclusivo, especialmente em jogos com leitura visual intensa.
Controles
O título oferece remapeamento e modos de interação, com assistência de mira e ajustes entre controle e teclado. Há opções para diferentes periféricos, incluindo PC.
A personalização de controles facilita a adaptação para diferentes necessidades motoras. Mesmo assim, o design de gameplay pode exigir adaptações adicionais para inclusividade.
O conjunto de controles é positivo, mas não compensa limites de acessibilidade em outras áreas de jogo.
Dificuldade
A jogabilidade combina quebra-cabeças visuais, movimento e combate. A ideia é criativa, mas exige leitura visual constante sem automatizações ou opções sonoras equivalentes.
Não há recursos que tornem o sistema de hackeamento mais acessível sem comprometer a identidade do jogo. A dificuldade depende muito da leitura de interfaces.
Isso eleva barreiras de leitura e processamento visual para jogadores com baixa visão.
Gameplay e experiência geral
O combate é envolvente e mistura ação, hackeamento e estratégia. Em muitos momentos, o jogo oferece experiências recompensadoras e criativas.
Por outro lado, mecânicas centrais podem frustrar jogadores que dependem de recursos de acessibilidade mais robustos. A leitura visual intensa é constante.
Pragmata demonstra potencial, mas a acessibilidade não acompanha totalmente a ambição criativa do título.
Vale a pena?
A aposta traz recursos relevantes de acessibilidade, especialmente em controles, legendas e algumas opções visuais. Ainda assim, limitações aparecem nas mecânicas centrais do jogo.
Para jogadores com baixa visão, a experiência pode ser divertida e criativa, porém com barreiras perceptíveis.
A discussão que fica é a necessidade de a indústria ampliar a inclusão sem comprometer a identidade criativa. Pragmata reforça esse debate.
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