- Empresário Davidson Vasconcellos de Matteo Silva, de 37 anos, morreu após ser baleado durante festa de 15 anos em Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro.
- A investigação aponta que o episódio começou com desentendimento entre a sargento da Marinha, Tayana Rangel Cardeal, e o marido policial militar, possivelmente motivado por ciúmes.
- Testemunhas teriam relatado que o disparo ocorreu quando pessoas próximas tentavam retirar a arma da investigada, incluindo a própria vítima em uma das versões apresentadas.
- A defesa pediu liberdade provisória ou medidas cautelares alternativas, alegando episódio isolado, residência fixa e que a arma já estaria apreendida.
- Laudo do IML aponta lesões físicas em Tayana, sem atribuir autoria às agressões; o caso tramita em audiência de custódia, com investigação em andamento e possível enquadramento em homicídio qualificado por motivo fútil.
O caso envolve a morte do empresário Davidson Vasconcellos de Matteo Silva, de 37 anos, que ocorreu durante uma festa de 15 anos em Campinho, na zona Norte do Rio. A investigação apura a dinâmica do disparo e analisa a audiência de custódia da sargento da Marinha, Tayana Rangel Cardeal, presa em flagrante.
Segundo o inquérito, o episódio teria começado com um desentendimento entre Tayana e o marido, policial militar, com ciúmes como possível motivação. A vítima não seria o alvo inicial da confusão, conforme relatos do processo.
Teste de testemunhas indica que o disparo ocorreu enquanto pessoas próximas tentavam retirar a arma das mãos da investigada, em meio à confusão generalizada. Uma versão aponta Davidson e outro convidado tentando desarmar Tayana.
Envolvidos e testemunhas
A esposa e as filhas de Davidson teriam presenciado a cena, segundo relatos já difundidos. A defesa afirma que houve uma crise emocional durante o episódio, com possível influência de álcool, conforme versão apresentada ao tribunal.
O caso tramita na Central de Custódia da Comarca da Capital. O auto de prisão em flagrante variou de homicídio simples para possível homicídio qualificado por motivo fútil, conforme documentos apresentados pela defesa.
Defesa e medidas legais
Advogados da militar solicitaram liberdade provisória ou medidas cautelares alternativas. Alegam residência fixa, emprego lícito e que o ocorrido seria um episódio isolado, sem risco à ordem pública ou à produção de provas.
Além disso, dizem que a arma e outras evidências já estão apreendidas e sob controle das autoridades. A defesa sustenta ainda que Tayana apresentava alteração emocional e possível embriaguez no momento dos fatos.
Laudo médico e próximos passos
O laudo do IML aponta lesões corporais na investigada, com escoriações e equimoses em várias regiões, possivelmente com nexo temporal ao evento. O documento não atribui autoria nem analisa a relação com o disparo.
A apuração aguarda depoimentos, perícias e eventual denúncia do Ministério Público para definir a tipificação do crime e o andamento processual. A CNN Brasil busca o contato com a defesa para esclarecimentos.
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