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ArPa questiona limites entre arte e design

ArPa questiona onde termina a arte e começa o design, com três projetos que vão do mobiliário escultórico à cerâmica híbrida e vasos de cristal

Camila Barella é a idealizadora da feira de arte que acontece no Pacaembu.
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  • A quinta edição da ArPa abre no dia 27, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, questionando onde termina a arte e começa o design.
  • Na Casa Triângulo, Lucas Simões apresenta mobiliário escultórico feito com espuma, cintas de nylon e aço carbono; as peças funcionam como assento e, ao mesmo tempo, são obras que exploram equilíbrio e corpo no espaço.
  • Na Mendes Wood DM, Kansai Noguchi mostra cerâmicas que combinam a tradição Jomon com formas gregas antigas e esmaltação experimental, acompanhadas por pinturas de Varda Caivano.
  • Na Luciana Brito Galeria, Estúdio Campana apresenta vasos em cristal criados para a feira, mantendo a linguagem do duo e a ideia de não separar arte de objeto.

A ArPa, feira que nasceu em 2022 por Camilla Barella, abre nesta quarta-feira, 27, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O Setor Principal questiona onde termina a arte e começa o design, com três projetos que oferecem respostas distintas. O evento reúne propostas que exploram a fronteira entre as duas áreas.

A Casa Triângulo apresenta Lucas Simões com mobiliário escultórico. Poltronas de espuma emborrachada, cintas de nylon e aço carbono transformam o suporte em parte da obra, descentrando a função. As peças *Pedrada* e *Gabião* combinam topografia irregular com contenção visual, induzindo reflexão sobre equilíbrio e corpo no espaço.

Na Mendes Wood DM, Kansai Noguchi cruza a tradição Jomon com formas gregas e esmaltações experimentais. Vasos e esculturas perpassam utilitário e assumem presença escultórica, convivendo com pinturas de Varda Caivano sobre veludo e tela, sem figuração definida, feitas em camadas de aguada de carvão e óleo.

Na Luciana Brito Galeria, Estúdio Campana apresenta vasos em cristal criados para a mostra. Humberto Campana mantém a linha do estúdio fundado com Fernando Campana, priorizando o fazer manual, o imaginário popular brasileiro e a união entre arte e objeto.

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