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Deolane se recusa a depor sobre lavagem de fortuna do PCC

Deolane Bezerra silencia durante interrogatório na Vérnix; investigação aponta lavagem de R$ 40 milhões ligada ao PCC e 35 pessoas jurídicas no interior

Deolane Bezerra Foto: Reprodução via instagram/@deolane
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  • Delegados foram à Penitenciária de Tupi Paulista, no dia 27, para ouvir Deolane Bezerra dos Santos sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC, mas ela permaneceu calada sob orientação de sua defesa.
  • A influenciadora já havia pedido para ser ouvida; sua irmã, a advogada Daniele Bezerra, divulgou uma carta em que Deolane afirmou não ser bandida.
  • A polícia investiga a movimentação de R$ 40 milhões em suas contas, suspeitando que o dinheiro tenha origem em uma transportadora de fachada usada pela facção para ocultar ativos criminosos.
  • Também é apurada uma rede de 35 pessoas jurídicas no mesmo endereço, associadas a um conjunto habitacional em Martinópolis, no interior do estado.
  • O silêncio de Deolane é visto pela polícia como contradição com a afirmação de que não teve oportunidade de se defender; a operação Vérnix envolve o PCC.

O que aconteceu: a influenciadora Deolane Bezerra dos Santos foi à Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, para depor à Polícia Civil na Operação Vérnix. Ela permaneceu em silêncio durante toda a audiência, seguindo orientação de sua defesa.

Quem está envolvido: Deolane, detentora de prisão temporária no caso, é investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada à cúpula do PCC. Os delegados Edmar Rogério Dias Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão conduziram o interrogatório.

Quando e onde: a audiência ocorreu nesta quarta-feira, 27, na penitenciária de Tupi Paulista, a pouco mais de 600 quilômetros da capital paulista. A delegacia investiga movimentação financeira atribuída a uma transportadora de fachada ligada ao crime organizado.

Por que é relevante: a polícia apura movimentação de cerca de R$ 40 milhões nas contas de Deolane, supostamente ligados ao tráfico de drogas e ao patrimônio da cúpula do PCC. Também é investigada uma rede de 35 pessoas jurídicas vinculadas a um conjunto habitacional em Martinópolis.

Movimentação financeira e defesa

A Polícia suspeita que o dinheiro tenha origem em uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, utilizada para ocultar ativos do crime. Além disso, há a investigação sobre as 35 empresas ligadas ao endereço divulgado pela defesa.

A defesa de Deolane pediu que ela fosse ouvida para apresentar defesa formal. Em redes sociais, a irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, postou declaração acusando atrasos no depoimento, sem, porém, detalhar informações novas.

Durante a sessão, os delegados registraram perguntas sobre a suposta relação entre Deolane e o comando do PCC, incluindo contatos com o líder da facção, conhecido como Marcola Narigudo. A influenciadora, porém, permaneceu em silêncio.

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