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Ferrari Luce divide mercado, derruba ações ações acende debate sobre mudanças na marca

Revelação da Ferrari Luce derruba ações, divide o público e acende debate sobre o futuro da marca, com produção prevista ainda neste ano

Ferrari Luce apresentada na Europa
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  • Ferrari lançou a Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da marca, com design que gerou críticas e debate sobre a identidade da empresa.
  • A repercussão foi intensa no mercado e nas redes; ações da Ferrari chegaram a cair até 8,4% em Milão, refletindo dúvidas de investidores.
  • A Luce tem plataforma de 880 volts, arquitetura de quatro motores, bateria de 122 kWh e entrega mais de 1.100 cv, acelerando de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos, com autonomia около de 530 km e velocidade superior a 310 km/h.
  • O projeto envolve o estúdio LoveFrom, liderado por Jony Ive, para manter a emoção da marca enquanto avança para a era tecnológica.
  • A Ferrari confirma produção da Luce, que chega ainda neste ano, e a empresa projeta que até 2030 cerca de 20% da linha será elétrica, sem abandonar os modelos a combustão ou híbridos.

A Ferrari apresentou o Luce, primeiro modelo 100% elétrico da história da marca. O lançamento ocorreu na Europa e marca uma ruptura conceitual, sem eliminar o passado, segundo a fabricante. O objetivo é abrir uma nova frente tecnológica para a linha de esportivos de luxo.

Nas redes sociais, o design e o posicionamento do Luce geraram debates acalorados. Críticas variaram entre a estética, a identidade da marca e o papel de um modelo elétrico na tradição ferrarista. Um post no Instagram chegou a milhares de visualizações e comentários nas últimas horas.

As ações da Ferrari chegaram a recuar, com queda de cerca de 8,4% em Milão e recuos em Nova York, sinalizando cautela de investidores frente à transição e à percepção de que o carro difere significativamente do perfil histórico da fabricante. Analistas destacaram incertezas sobre eletrificação e branding.

Mudança de conceito abre debate

O Luce não é apenas uma Ferrari sem motor V8 ou V12. O carro surge como gran turismo de quatro portas para cinco ocupantes, em formato semelhante a um shooting brake, com desenho que foge da linguagem tradicional da marca.

Desenvolvido com uma plataforma de 880 volts e quatro motores, ele traz bateria de 122 kWh, potência acima de 1.100 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos. A autonomia prevista fica em torno de 530 km e a velocidade máxima supera 310 km/h.

Estratégia e participação tecnológica

A Ferrari integrou o estúdio LoveFrom, liderado por Jony Ive, na concepção do Luce, buscando paralelos com a transformação de grandes marcas de tecnologia. A parceria reforça o objetivo de manter identidade emocional durante a transição tecnológica.

Segundo a equipe da Ferrari, o projeto segue dentro do cronograma e a marca mantém metas de eletrificação. A Ferrari informou que o Luce já é uma versão final de produção e será lançado ainda neste ano.

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