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Pai do falso médico preso em SP já foi detido por exercer medicina ilegal

Pai de falsos médicos já havia sido detido por exercer medicina ilegal; operação Hipócrates aponta risco de várias mortes ligadas aos suspeitos e indica afastamento de gestores da clínica

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  • A segunda fase da Operação Hipócrates desarticula esquema de falsos médicos em hospital da zona leste de São Paulo; Marcos Phelipe de Barros foi detido, Mayke César Silva permanece foragido.
  • Eles atuavam sem formação médica no Hospital Jardim Helena, em São Miguel Paulista, como plantonistas aos finais de semana, realizando mais de dois mil atendimentos.
  • Os investigados usavam dados de médicos verdadeiros para se passar por profissionais, com CRM e diplomas falsos; Mayke é biomédico formado, enquanto Marcos estudou medicina sem concluir.
  • Ao menos nove mortes são apuradas por atendimentos realizados pelos falsos médicos; um laudo do Instituto Médico Legal aponta erro de procedimento como causa de morte de uma paciente.
  • Donos da clínica, gestora administrativa Daniela Krauthamer e diretor clínico Fábio das Neves Filho, foram afastados; eles tiveram passaporte apreendido e permanecem sob investigação.

Um homem, pai de Marcos Phelipe de Barros, foi preso em São Paulo por atuar como médico sem formação em um hospital da zona leste. O flagrante ocorreu em 2025, quando ele prestava atendimento médico a dois foragidos em São Mateus.

A apuração da Polícia Civil aponta que, sem habilitação, o suspeito atuou como plantonista aos finais de semana no Hospital Jardim Helena, em São Miguel Paulista, por cerca de dois anos. Relatos indicam mais de 2 mil atendimentos realizados pela dupla. O caso integra a segunda fase da Operação Hipócrates, voltada a desarticular falsos médicos.

Dois mandados de prisão foram expedidos. Marcos Phelipe foi detido; Mayke César Silva permanece foragido, com trânsito entre o Brasil e o Chile. A investigação aponta que Mayke já havia sido alvo da primeira fase da operação.

Desfecho da investigação e desdobramentos

A polícia identificou que os dois utilizavam dados reais de médicos formados para se passar por profissionais. Marcos Phelipe usava dados de um médico de Marília; Mayke alegava ser um médico de Catanduva. Ambos teriam cópias de CRM e diploma.

A clínica onde atuavam reagiu de forma que dificultou o avanço policial na época. Nesta etapa, gestores da Clínica Jardim Helena foram afastados; o passaporte da gestora administrativa e do diretor clínico foi apreendido para investigação.

Ao menos nove mortes são investigadas como desfechos possíveis de atendimento realizado pela dupla. Um laudo do IML indica que houve um caso de morte relacionada a erro de procedimento, envolvendo uma paciente com problemas cardíacos. A polícia relata que outros casos ainda aguardam análise de laudos.

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