- Polícia de São Paulo investiga dois homens que fingiam ser médicos e atenderam mais de dois mil pacientes em hospital da zona leste.
- A apuração apura nove óbitos relacionados aos atendimentos de Marcos Phelipe de Barros, que se apresentava como “doutor Nicolas”, e Mayke Cesar Silva.
- Um aposentado de 67 anos, Arlindo Lucena, morreu após atendimento; família afirma que ele recebia medicações na calçada, e o atestado apontou edema pulmonar, cardiopatia e hipertensão.
- Maria José Rodrigues, de 72 anos, morreu 40 minutos após atendimento de Mayke Cesar Silva; certidão aponta infarto.
- Laudos do Instituto Médico Legal indicam erros que contribuíram para a morte de duas pacientes; administração do hospital é investigada, dois gestores foram afastados, e a filha de Ana Lúcia afirma ter sido pressionada a assinar a alta.
Dois homens que fingiam ser médicos atenderam mais de 2 mil pacientes em um hospital particular da zona leste de São Paulo e são investigados por negligência. A polícia apura a relação entre esses atendimentos e nove óbitos ocorridos no local.
Marcos Phelipe de Barros, que se apresentava como doutor Nicolas, e Mayke Cesar Silva são alvo de apuração por potencial negligência em atendimentos médicos. A polícia apura se as condutas contribuíram para as mortes registradas.
Entre as vítimas está o aposentado Arlindo Lucena, de 67 anos, que recebeu atendimento de Barros em que o uso de medicações foi relatado até em calçadas. O atestado de óbito aponta edema pulmonar, cardiopatia e hipertensão.
Outra paciente, Maria José Rodrigues, de 72 anos, morreu 40 minutos após atendimento feito por Silva. A certidão de óbito indica infarto. Familiares relatam estranhos no modo de falar dos médicos.
Laudos do IML indicam erros que contribuíram para a morte de pelo menos duas pacientes. A administração do hospital também é alvo de investigação, com dois gestores afastados.
A filha de uma das pacientes transferidas inconscientemente no carro da família afirmou ter sido pressionada a assinar a alta médica. Segundo ela, houve cobrança financeira envolvida na transferência.
O hospital não respondeu aos contatos da reportagem. A polícia continua colhendo informações, com novas oitiva de testemunhas e análise de prontuários médicos para confirmar as causas dos óbitos.
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