- O psiquiatra Rafael Bernardon, terceira testemunha de acusação, afirmou que Jairinho apresentava padrão de comportamento com “prazer em infligir dor a crianças”.
- Bernardon descreveu Jairinho como egocêntrico, narcisista, perverso e sádico, mencionando comportamento agressivo em ambientes privados.
- O objetivo do laudo foi identificar padrões de comportamento e traços de personalidade para ajudar o Conselho de Sentença; depoimento ocorreu no terceiro dia do júri, no Rio de Janeiro.
- Bernardon disse ainda que Monique Medeiros subordinava o bem-estar de Henry aos seus interesses e que a mãe teria ignorado sinais de alarme; a defesa contestou como interpretação pessoal do médico.
- Outros depoimentos estão previstos, incluindo o perito Luís Carlos Leal Prestes e a médica Maria Cristina de Souza Azevedo; a oitiva da babá Thayná Ferreira foi adiada; julgamento deve durar entre cinco e sete dias.
O psiquiatra Rafael Bernardon, testemunha de acusação no júri da morte de Henry Borel, afirmou que Jairinho apresentava um padrão de comportamento marcado pelo prazer em infligir dor a crianças. O depoimento ocorreu no terceiro dia do julgamento, no Rio de Janeiro.
Bernardon disse ter avaliado traços de personalidade para ajudar o Conselho de Sentença a entender o caso. Segundo ele, Jairinho apresentaria comportamento agressivo em ambientes privados, com traços de egocentrismo, narcisismo e sadismo.
O perito também apontou que Jairinho demonstraria gosto por causar sofrimento aos filhos das companheiras. O ex-vereador contestou a afirmação, chamando-a de interpretação pessoal durante a oitiva.
A primeira análise de Monique Medeiros
O especialista afirmou que Monique Medeiros não era submissa a Jairinho. Ele indicou que a mãe subordinava o bem-estar do filho aos próprios interesses, segundo a avaliação dele.
Bernardon acrescentou que Monique teria ignorado sinais de alerta e não afastado Henry de situações de abuso. O parecer descreve a mulher como autocentrada, ambiciosa e vaidosa, priorizando interesses pessoais.
Contestação da defesa
A defesa de Jairinho criticou o depoimento, alegando que a avaliação não pode considerar pessoas não entrevistadas. O advogado mencionou que, na fase inicial, a Justiça havia considerado o testemunho irrelevante.
Além de Bernardon, o júri deverá ouvir peritos e profissionais de saúde em depoimentos previstos para os próximos dias, totalizando 27 testemunhas entre acusação e defesa.
A oitiva da babá Thayná Ferreira foi adiada por atrasos. A previsão é que o depoimento ocorra nos próximos dias, mantendo o ritmo do julgamento.
O juiz informou que o julgamento deve durar entre cinco e sete dias no Fórum Central do Rio de Janeiro.
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