- Em 2025, o Estado de São Paulo registrou 1,3 milhão de cirurgias eletivas, dentro de um total de 3,5 milhões nos últimos três anos, via Tabela SUS Paulista.
- A iniciativa paga hospitais filantrópicos e Santas Casas até cinco vezes os valores da tabela federal, com investimento de R$ 9,7 bilhões desde o início de 2024.
- O programa envolve 800 instituições e foi ampliado para hospitais municipais, chegando a 100 unidades em 77 cidades, com a reativação de mais de 8 mil leitos.
- No conjunto de procedimentos, houve avanço expressivo na oncologia, com 13.879 cirurgias cardíacas e 10.629 oncológicas, além de reajustes de valores para diversas operações.
- Os repasses são feitos pelo Tesouro Estadual e acompanham transparência pública, com pagamento detalhado por instituição disponível no portal do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde.
O Governo de São Paulo divulgou que o estado realizou 1,3 milhão de cirurgias eletivas em 2025, número recorde na atual gestão. O total dos últimos 3 anos chega a 3,5 milhões, impulsionado pela Tabela SUS Paulista, que remunera hospitais filantrópicos e Santas Casas com valores até cinco vezes o teto do SUS.
O programa, com investimento de 9,7 bilhões de reais desde 2024, atende 800 instituições, incluindo Santas Casas e entidades filantrópicas. A ampliação chegou às Santas Casas municipais, com 100 unidades em 77 cidades a partir de 2025. Mais de 8 mil leitos foram reativados no estado.
A Tabela SUS Paulista foi criada com base em estudo da FIPE para mapear valores praticados por operadoras de saúde e estabelecer um preço de equilíbrio. Desde a implantação, ocorreram mais de 2.600 reajustes, visando reduzir déficits operacionais das entidades.
Em 2025, o reajuste médio ficou em 237% em relação ao valor pago pelo governo federal. Procedimentos com repasses adicionais incluem parto normal, remoção de vesícula, cesárea, cirurgia de mama e cirurgia de varizes. O objetivo é ampliar o acesso a serviços eletivos.
Avanços na oncologia
Na oncologia, o número de cirurgias aumentou 43% nos três anos, segundo o governo estadual. Reajustes de 184% para cirurgias oncológicas e 269% para atendimento clínico contribuíram para o crescimento. O estado destinou 1,8 milhão de reais para biópsias, elevando a remuneração do exame em 116%.
Diárias de internação prolongada em neurologia, oncologia e cardiologia também tiveram reajuste, elevando o valor mensal por paciente em aproximadamente 5 mil reais.
Apoio à prevenção e municípios
A Tabela SUS Paulista funciona com outras ações de prevenção, como a rede de AMEs para rastreamento. O programa Mulheres de Peito permite mamografias sem pedido médico para mulheres de 50 a 74 anos, com agendamento pelo sistema estadual.
Para homens, o programa Filho que ama leva o pai ao AME com check-ups de cardiologia e urologia aos sábados, para maiores de 50 anos. A Saúde Digital Paulista soma 151 mil atendimentos virtuais, da atenção básica à alta complexidade.
O Iguau de gestão municipal (IGM) SUS Paulista repassou mais de 1,3 bilhão de reais a 645 cidades, condicionado ao atendimento de indicadores, como vacinação e mortalidade infantil. O valor per capita de investimento na saúde municipal subiu de 4 para até 40 reais.
Os impactos são perceptíveis regionalmente: em Franca, as cirurgias eletivas cresceram 46% de 2022 a 2025, e 25 instituições receberam 203,4 milhões de reais via SUS Paulista desde 2024, com a reativação de 98 leitos.
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