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Alan Saret, conhecido por suas esculturas de arame, morre aos 81 anos

Alan Saret morre aos 81 anos; suas esculturas de arame definiram o anti-form e influenciaram a escultura minimalista com materiais industriais

A man crouched beneath a suspended wire sculpture.
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  • Alan Saret morreu aos 81 anos na terça-feira; a informação foi anunciada pela galeria Karma, em Nova York.
  • O artista ficou conhecido pelas esculturas em arame e pelos desenhos com lápis de cor que ajudaram a definir a tendência anti-form no final dos anos sessenta e início dos setenta.
  • Suas esculturas em arame utilizavam materiais industriais e tinham aparência caótica, muitas vezes suspensas, ao contrário da austeridade do minimalismo clássico.
  • Obras suas já integraram museus como o Museu de Arte Moderna (MoMA) e o Whitney Museum, além de terem sido apresentadas na galeria Bykert em 1968; uma instalação no P.S.1 em 1976 permanece no espaço.
  • Saret nasceu em vinte e cinco de dezembro de 1944, estudou arquitetura em Cornell e artes no Hunter College, e esteve ligado ao grupo que criou a galeria 112 Greene Street em SoHo.

Alan Saret, artista conhecido por esculturas de arame que ajudaram a definir a corrente anti-form no final dos anos 1960 e início dos 1970, morreu na terça-feira aos 81 anos. A confirmação foi feita pela Karma, galeria de Nova York que ampliou a visibilidade do artista com três exposições desde 2022.

Saret ficou conhecido por obras que misturam materiais industriais, arame e estruturas suspensas. Suas peças costumavam parecer caóticas, com objetos amassados, dobrados e, às vezes, pendurados, diferindo do rigor da minimalista tradição. Além das esculturas, ele produziu desenhos com lápis de cor em séries de grande singularidade.

O reconhecimento de Saret incluiu apresentações em importantes espaços e museus. Sua obra ganhou destaque na cena de Nova York, com uma mostra em 1968 na Bykert Gallery que ampliou o debate sobre a escultura da época. Esse período abriu portas para participações em MoMA, Whitney e PS1, além de uma peça emblemática no PS1 em 1976.

Carreira e estilo

As obras em arame de Saret utilizavam materiais de origem industrial para explorar forma, peso e entropia. Em entrevista rara, o artista disse que as peças suspendidas “respiram”, sugerindo uma condição corpórea dessas estruturas. Instituições como MoMA e Whitney passaram a manter partes de sua produção em seus acervos.

Entre suas contribuições, destacam-se os trabalhos de desenhos conhecidos como “Gang Drawings”, feitos com várias cores de lápis de cor arrastados simultaneamente sobre o papel. Esses conjuntos foram apresentados pelo Drawing Center em 2007, consolidando o interesse crítico pela linguagem única dele.

Trajetória e momentos-chave

Saret nasceu em 25 de dezembro de 1944 e cursou arquitetura na Cornell University, formando-se em 1966. Posteriormente estudou artes na Hunter College, sob orientação de Robert Morris, figura central do Process Art e do conceptualismo. Em 1971, MoMA apoiou sua participação em uma mostra em Nova Délhi, abrindo passagem para anos de atuação internacional.

Em 1975, Saret criou Ghosthouse, uma instalação externa de arame apresentada no Artpark, em Nova York, voltada a uma experiência imersiva. O artista também participou da cena de SoHo, contribuindo para o espaço 112 Greene Street, ativo entre 1970 e 1974. A carreira recebeu períodos de independência, com lacunas de atividades reguladas, mas manteve relevância entre críticos e colecionadores.

Legado e reconhecimento

Saret permaneceu como uma figura singular da vanguarda nova-iorquina, com uma base de fãs dedicada e críticas que o descreveram como eccentricamente influente. A produção continua a ser estudada por museus e centros de leitura de arte, que destacam a continuidade de suas investigações sobre forma, materialidade e percepção sensorial.

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