- Delegado Murilo Tavares informou, em comissão da Câmara, que a principal linha de investigação é o possível sequestro das duas crianças por uma terceira pessoa.
- As crianças Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, desapareceram em Bacabal no dia 4 de janeiro; o primo Anderson Kauã, 8 anos, foi encontrado após três dias.
- Outras linhas de apuração seguem sendo avaliadas, incluindo uma possível travessia em canoa que acabou descartada após apuração de testemunhas e checagens.
- Ainda segundo a investigação, houve uma tentativa de identificar um possível registro de viagem envolvendo uma pessoa sem CPF, de origem marroquina, em São Paulo, mas a hipótese foi descartada.
- A mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou não receber respostas definitivas e mostrou acreditar que os filhos foram levados, não perdidos na mata.
Quase cinco meses após o sumiço das crianças de Bacabal, Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, a principal linha de investigação envolve o possível sequestro das duas pelas mãos de uma terceira pessoa. O caso ocorreu em Bacabal, Maranhão, no dia 4 de janeiro. Apenas o primo Anderson Kauã, 8 anos, foi encontrado três dias depois; os demais não foram localizados.
O delegado Murilo Tavares, autoridade responsável pela linha do caso, informou durante uma comissão na Câmara dos Deputados que nenhuma vertente está descartada. A hipótese central é de que uma terceira pessoa possa ter levado as crianças. Outros caminhos também estão sendo investigados, com apurações em andamento.
Entre as linhas analisadas, houve avaliação sobre a travessia das crianças em uma canoa, baseada em um relato testemunhal. A investigação avaliou a veracidade da informação e, posteriormente, descartou a versão por não se confirmar. Em São Paulo, uma pista ligada a um hotel foi examinada, mas não houve confirmação de participação de indivíduos com CPF irregular, nem relação com as crianças.
Desafios nas buscas e avaliação da equipe
O coronel Túlio, responsável pelas buscas na mata, afirmou que não acredita que os irmãos estejam no local. Segundo ele, as ações de campo foram realizadas com qualidade e não resultaram em achados, o que indica que não estavam no mato, na visão dele.
Revelações da família
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, disse que as respostas ainda não chegam. Ela relatou que os investigadores afirmam apenas que estão estudando o caso, sem apresentar um diagnóstico claro sobre o que ocorreu. Clarice também questionou a conclusão de que as crianças teriam se perdido na floresta.
A mãe manteve a convicção de que houve retirada das crianças, afirmando que a área foi amplamente vasculhada sem qualquer vestígio, como uma sandália, por exemplo. Ela também expressou a esperança de que os filhos estejam vivos, destacando que as crianças tinham hábitos de cuidado e não costumavam se afastar sozinhas.
Entre na conversa da comunidade