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Polícia mira apostas ilegais que movimentaram R$5,2 bi e suspeita ligação PCC

Polícia Civil e Ministério Público deflagram operação contra apostas ilegais ligadas ao PCC, com bloqueio de ativos de R$ 5,2 bilhões e mandados cumpridos

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  • Polícia Civil e Ministério Público realizam a Operação Falsa Las Vegas contra suposto grupo envolvido em jogos ilegais e lavagem de dinheiro, ligado ao PCC, com movimentação estimada em R$ 5,2 bilhões.
  • Entre os alvos estão a casa de apostas Aposte Fácil e o site clandestino Black Vegas, hospedado no exterior, que ofertaria jogos como o “tigrinho” e o jogo do bicho.
  • A ação ocorre como desdobramento da Operação Falso Mercúrio, que em dezembro houve bloqueio de R$ 6 bilhões em contas ligadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com o PCC.
  • Serão cumpridos cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão; o Ministério Público pediu o sequestro de 76 imóveis e o bloqueio de patrimônios de dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
  • Documentos apreendidos apontam estruturas formais e paralelas: Aposte Fácil como fachada regulatória e Black Vegas como operação estrangeira; também há indícios de uso de laranjas, pagamentos via Pix e vínculos com o Grupo IRKA.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público (MP) deflagram nesta manhã a operação Falsa Las Vegas, desdobramento da Falso Mercúrio. A ação mira suposto grupo criminoso ligado a jogos ilegais e à lavagem de dinheiro em rede empresarial, com movimentação estimada em bilhões.

Entre os alvos estão a Aposte Fácil, casa de apostas credenciada pela Loterj, e o site clandestino Black Vegas, hospedado no exterior. Segundo investigadores, o Black Vegas oferecia jogos proibidos no país, como o tigrinho e o jogo do bicho.

Batizada pela polícia, a operação cumpre cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. O MP pediu o sequestro de 76 imóveis e o bloqueio de bens de dezenas de pessoas físicas e jurídicas, totalizando R$ 5,2 bilhões.

A investigação aponta que o núcleo central operaria por meio de duas plataformas. A Aposte Fácil funcionaria dentro de uma estrutura formal ligada à APF Tecnologia, com aparência de regularidade. Paralelamente, Black Vegas operaria no exterior.

Os pagamentos teriam sido processados via Pix, com passagem por terceiros para ocultar os beneficiários finais, conforme relato policial. Anotações apreendidas sugerem que a Black Vegas teria sido adquirida por integrantes da Aposte Fácil por R$ 1 milhão, transferido de forma parcelada.

A ASX Participações e Tecnologia aparece como hub operacional do grupo, segundo os investigadores. Documentos na sede da ASX indicam atividades de exploração clandestina de jogos e de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e empresas de fachada.

O relatório cita ainda que o Grupo IRKA, liderado pelos irmãos Cristiano Henrique Kamalakian e Carlos Rodrigo Kamalakian, é objeto de investigação na Falso Mercúrio. Há suspeitas de ligações com homicídio de delator ligado ao PCC ocorrido em Guarulhos, em 2024.

A operação anterior da Falso Mercúrio bloqueou R$ 6 bilhões em contas ligadas a dezenas de investigados por lavagem de dinheiro e vínculos com o PCC. A nova ação amplia o eixo de apuração sobre a estrutura financeira do esquema.

Segundo documentos apreendidos, a ASX seria parte de uma rede de pelo menos 11 empresas suspeitas de compor uma estrutura de lavagem de dinheiro. Em contratos com prefeituras de São Paulo, as investigações apontam valores de destaque que somam centenas de milhões de reais em quatro anos.

O objetivo da operação é desarticular o fluxo de recursos ilícitos, interromper a prática de jogos clandestinos e identificar todos os beneficiários finais. As informações são provenientes de materiais apreendidos e de análises do Deic e do MP.

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