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Polícia paulista quer usar helicóptero apreendido em operação de R$ 25 milhões

Polícia Civil de São Paulo pode incorporar helicóptero de cerca de R$ 25 milhões apreendido na operação Falsa Las Vegas à frota, mediante autorização judicial

Helicóptero Airbus apreendido durante a Operação Falsa Las Vegas, da Polícia Civil e do MPSP; aeronave é ligada a operador financeiro do esquema investigado
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  • A Polícia Civil de São Paulo quer incorporar à sua frota o helicóptero de cerca de R$ 25 milhões apreendido em a operação realizada nesta quinta-feira, 28, durante a Falsa Las Vegas.
  • A aeronave foi localizada em um hangar em Osasco, na região metropolitana, e está ligada a uma empresa de aviação de Osasco e à Center Lopes Distribuidora de Materiais, Terceirização e Locação Ltda.
  • A aeronave é do modelo EC 130 T2 da Airbus, fabricada em dois mil e vinte e dois, pesa 2,5 toneladas e tem capacidade para seis pessoas, além do piloto; está em alienação fiduciária.
  • Eduardo Moreno Lopes é apontado pela investigação como operador financeiro do esquema e a Center Lopes aparece em contratos com a prefeitura de Barueri; a operação envolveu prisão de duas pessoas, com cinco procuradas.
  • Ao todo, a ação apreendeu cerca de R$ 500 mil em espécie, cinco carros de luxo e 76 imóveis; o bloqueio de bens ligados aos investigados soma cerca de R$ cinco bilhões e duzentos milhões.

A Polícia Civil de São Paulo deve solicitar à Justiça autorização para incorporar à sua frota um helicóptero avaliado em cerca de R$ 25 milhões, apreendido durante a operação Falsa Las Vegas. A aeronave foi localizada em um hangar em Osasco, na região metropolitana.

O helicóptero, modelo EC 130 T2 da Airbus, foi fabricado em 2022 e tem capacidade para seis passageiros, além do piloto. O registro da Anac aponta proprietária uma empresa de Osasco e operadora autorizada a Center Lopes Distribuidora de Materiais, Terceirização e Locação Ltda.

O equipamento encontra-se sob alienação fiduciária, com garantia de pagamento a credor até a quitação da dívida. A Center Lopes é ligada a Eduardo Moreno Lopes, um dos investigados na operação e a quem se atribui atuação de operador financeiro no esquema.

Apreensão e vínculo com a investigação

A Polícia Civil afirma que as autoridades vão pedir autorização judicial para usar a aeronave em ações de combate ao crime. Eduardo Lopes é suspeito de facilitar repasse de recursos para o PCC, segundo dados obtidos em celulares apreendidos.

Documentos apontam transferências entre empresas de investigados e fornecedores usados para movimentação de recursos de tráfico e jogos de azar. A associação envolve outras empresas ligadas a Lopes e ao setor financeiro do grupo.

Situação da investigação e desdobramentos

A operação resultou na prisão de duas pessoas, entre cinco alvos, e na apreensão de aproximadamente R$ 500 mil em espécie, cinco carros de luxo e 76 imóveis. A Justiça bloqueou ativos de cerca de R$ 5,2 bilhões ligados aos investigados.

A Folha tentou contato com a Center Lopes e com advogados de Eduardo Lopes por mensagens e ligações, sem retorno até o fechamento desta edição.

Em dezembro, a empresa afirmou, por meio de nota, atuação regular e contratos com o setor público, mantendo conformidade com a legislação vigente.

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